Manifestantes ocuparam a Avenida Brasil, no bairro CPA II, em Cuiabá, durante um ato público contra o feminicídio em Mato Grosso. A manifestação aconteceu na manhã deste domingo, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. O protesto reuniu moradores, ativistas e representantes de movimentos sociais que pediram mais políticas de proteção às mulheres e maior rigor na punição de agressores.
O grupo caminhou pela avenida com cartazes, faixas e palavras de ordem. Além disso, os participantes denunciaram casos recentes de violência no estado e cobraram ações mais efetivas das autoridades para prevenir crimes desse tipo.
Protesto transforma avenida
Logo nas primeiras horas da manhã, manifestantes começaram a se concentrar na avenida Brasil. Em seguida, o grupo iniciou a caminhada para chamar atenção da população sobre o feminicídio, crime que representa o assassinato de mulheres motivado por violência de gênero.
Durante o ato, participantes destacaram que muitas vítimas já haviam registrado denúncias antes do crime acontecer. Por isso, eles pediram melhorias no atendimento às mulheres em situação de risco e mais investimento em políticas públicas de prevenção.
Números que preocupam e mobilizam a sociedade
Além do protesto, o ato buscou ampliar o debate público sobre a violência doméstica com cartezes com frases como “começa dentro da própria casa” e “deixem as mulheres andarem na rua em paz”.
Nesse contexto, leis como a Maria da Penha e a Lei do Feminicídio foram criadas para ampliar a proteção às vítimas e endurecer as penas contra agressores. Ainda assim, movimentos sociais afirmam que a aplicação das medidas precisa avançar.
Violência contra as mulheres
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra centenas de casos de feminicídio todos os anos. Mato Grosso também aparece nas estatísticas nacionais, o que aumenta a preocupação de entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
Feminicídio é o assassinato de mulheres motivado por violência de gênero, geralmente cometido por parceiros ou ex-parceiros.
Em muitos casos, os sinais são ameaças, agressões, controle excessivo ou perseguição.
A denúncia pode ser feita pelo telefone 180, que funciona 24 horas em todo o país. Além disso, vítimas também podem procurar delegacias.





