Na manhã de quarta-feira (14), uma extensa mancha escura cobriu parte da praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Conforme revelaram as imagens aéreas do Globocop, a água esverdeada, quase marrom, fluía do Canal da Joatinga e contrastava fortemente com o azul do oceano. Esse fenômeno, visível a quilômetros de distância, reforça um problema crônico: a poluição das lagoas de Jacarepaguá.
Canal da Joatinga despeja poluição no mar
A princípio, a mancha surgiu na saída do Canal da Joatinga, precisamente na região do Quebra-Mar. A corrente marítima, por sua vez, arrastou a coloração escura por um longo trecho da orla. Segundo a concessionária Iguá, que realiza a dragagem das lagoas desde 2023, ainda não se sabe a origem exata do material poluente. Além disso, a empresa informou que as obras seguem até 2027, sem previsão de conclusão antecipada.
Esgoto sem tratamento transforma lagoas em foco de contaminação
Ao analisar o histórico ambiental da região, pesquisadores da UFRJ confirmam que a poluição nas lagoas da Barra e de Jacarepaguá se agravou nos últimos anos. Isso ocorre porque o sistema lagunar recebe esgoto doméstico, lixo urbano e resíduos industriais, tudo isso sem tratamento. Como consequência, a água dessas lagoas atinge níveis críticos de oxigenação, afetando a fauna aquática e, inevitavelmente, atingindo o mar. Quando a maré sobe, o conteúdo contaminado se espalha pela praia — um ciclo que se repete com frequência.
Impactos diretos no turismo e na economia local
Além das implicações ambientais, o episódio impacta diretamente o setor turístico. De acordo com comerciantes locais, sempre que a mancha aparece, os banhistas se afastam e o faturamento cai. Restaurantes, hotéis e quiosques sentem os reflexos imediatos da má impressão deixada na orla. Dessa forma, a poluição não apenas agride o meio ambiente, mas também enfraquece a economia de uma das regiões mais nobres da cidade.
Perguntas frequentes
O controle do esgoto e o saneamento básico são essenciais para conter a poluição.
A dragagem ajuda, mas sem interromper os despejos irregulares, o problema continuará.
A pressão popular por meio de denúncias, audiências públicas e mobilização nas redes sociais pode forçar mudanças.






