Policial militar envia malote com R$ 10 mil à sede do TJMT em nome do presidente

Na última quarta-feira (13), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, revelou um episódio alarmante. Um policial militar suspeito usou o nome e a foto de Zuquim como remetente para enviar um malote com R$ 10 mil em dinheiro vivo ao TJMT. O malote foi entregue via motorista de aplicativo na tarde de terça-feira (12).

O entregador, orientado a esperar na entrada do tribunal, ficou surpreso quando ninguém apareceu para recolher o pacote. Ao procurar ajuda com os policiais responsáveis pela segurança do prédio, eles descobriram que o malote continha dinheiro e indicava Zuquim como remetente. O desembargador, no entanto, negou qualquer envolvimento.

Câmeras, carro e reconhecimento

O motorista de aplicativo explicou que recebeu o pacote de um homem em um veículo Corolla prata, estacionado nas proximidades do Fórum. As câmeras de segurança identificaram o suspeito, um policial militar. Ele se apresentou à sua companhia na quarta-feira e foi conduzido ao Cisc para prestar depoimento.

Declarações de Zuquim: “Estou estarrecido”

Zuquim declarou à imprensa: “Lá estava o meu nome e a minha foto, como se eu fosse o autor da remessa desse dinheiro. Isso me surpreendeu muito, me deixou estarrecido.” Ele reforçou sua confiança nas investigações: “Confio nas instituições e nas investigações, que trarão à tona a verdade sobre o que realmente aconteceu e o motivo disso ter ocorrido.”

Perguntas frequentes

Por que usaram o nome do desembargador no malote?

A investigação tenta descobrir se os criminosos queriam usar a autoridade do desembargador para dar credibilidade ao esquema.

Como o motorista de aplicativo foi envolvido no caso?

O motorista entregou o malote a pedido de um suspeito, sem saber que estava participando de uma fraude.

O policial militar agia sozinho no esquema?

A investigação ainda apura se o policial contou com a ajuda de outras pessoas ou servidores no crime.

Mhylenna

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