O litoral de São Paulo tem sido cenário de uma situação alarmante: o aumento do número de pinguins encontrados mortos nas praias de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida. O total de pinguins já ultrapassou 739, com os registros feitos de sexta-feira (15) a essa quinta-feira (21).
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 22, 2025
Número de pinguins mortos impressiona
O Instituto de Pesquisas Cananéia (Ipec), revelou que o total de pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) já ultrapassou 739, com os registros feitos dede a última sexta-feira (15) a esta quinta-feira (21). Especialistas acreditam que este fenômeno pode ser um encalhe em massa, com animais em avançado estado de decomposição chegando à costa.
Falta de alimento e interferência humana
A principal suspeita para a causa do encalhe massivo envolve a juventude dos pinguins. Eles não têm ainda a coloração definida e podem ter se perdido durante o período migratório. De acordo com o biólogo Alex Ribeiro, durante a primeira migração, os pinguins podem não estar totalmente preparados para a viagem longa e, como resultado, acabam se aproximando demais das praias.
A falta de alimento e a interação com redes de pesca também podem ter contribuído para a morte desses animais. “Se os pinguins estão sujos de óleo ou ingeriram lixo, isso pode agravar a situação”, explicou.
Fatores adicionais que influenciam o encalhe
Outro fator importante que pode estar por trás desse fenômeno é o período migratório desses animais. A espécie deixa suas colônias na Patagônia argentina e viaja em busca de alimentos no Brasil. Elea acabam chegando debilitados e com dificuldades para completar a longa jornada. O biólogo Rafael Santos aponta que as águas do Sudeste não oferecem a alimentação suficiente para todos os pinguins. O que pode ser uma das razões pelas quais muitos acabam encalhando, especialmente filhotes.
Perguntas frequentes:
O fenômeno é um encalhe em massa, causado principalmente pela migração difícil e pela falta de alimento.
A poluição por óleo e o lixo ingerido pelos pinguins podem ter agravado o encalhe, além da interação com redes de pesca.
Eles não tem experiência de migração, acabam se perdendo e não conseguem completar a viagem, chegando fracos e debilitados às praias.


