Trabalhadores de uma empresa de energia elétrica se depararam com uma cena perturbadora. Enquanto realizavam serviços na região, eles encontraram uma menina de apenas 3 anos vagando sozinha pelas ruas, vestida apenas com uma fralda, descalça e em prantos. Conforme relataram, a criança tremia de frio e apresentava sinais de hipotermia. Imediatamente, os funcionários agiram: cobriram a menina com seus próprios uniformes e contaram com a solidariedade de moradores, que trouxeram roupas para aquecê-la. Enquanto isso, acionaram a Polícia Militar, que chegou poucos minutos depois. Câmeras de segurança da rua registraram o momento do socorro.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 5, 2025
Mãe chega horas depois e confessa abandono para ir a baile
A situação tomou proporções ainda mais graves quando, por volta das 4h da manhã, a mãe da criança apareceu no local. De acordo com os policiais, a jovem de 19 anos confessou que havia deixado a filha sozinha em casa para participar de um baile funk. Diante da confissão, os agentes da Polícia Militar efetuaram sua prisão em flagrante por abandono de incapaz. Além disso, eles encaminharam o caso ao Conselho Tutelar, que também se dirigiu à ocorrência. Vale destacar que, segundo a legislação brasileira, abandonar menor de idade, especialmente em situação de risco, constitui crime punível com detenção.
Conselho Tutelar confirma reincidência e retira guarda da criança
Após ouvir os relatos e apurar as circunstâncias, o Conselho Tutelar constatou que a mãe já respondia a outras denúncias anteriores por negligência. Assim, os conselheiros decidiram afastar a criança imediatamente da guarda da mãe. Eles encaminharam a menina para acolhimento institucional, garantindo sua segurança física e emocional. Essa medida, segundo o órgão, seguiu os protocolos legais previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que orienta o acolhimento quando se identifica risco recorrente ou reincidência de abandono. Diante disso, o caso agora segue sob análise da Justiça, que decidirá sobre a guarda definitiva da criança.
Perguntas frequentes
Fatores como ausência de rede de apoio, baixa escolaridade e vulnerabilidade emocional contribuem para decisões irresponsáveis.
Sim. Frequentemente, o sistema atua apenas após o dano já ter ocorrido, revelando falhas estruturais graves.
Ao denunciar sinais de negligência e apoiar famílias em risco, a sociedade pode se tornar parte ativa da prevenção.



