Em 16 de novembro de 2024, fiscais do Ibama flagraram uma macaca-prego chamada Anne passeando em um shopping center no Distrito Federal. O animal interagiu com visitantes, foi carregado por crianças e chamou a atenção pelo contexto inusitado. Os fiscais abordaram Vitória Gabriela Rodrigues, tutora de Anne, e apreenderam o animal dias depois, suspeitando de irregularidades na documentação. No entanto, no dia 18 de dezembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu devolver Anne à tutora, reacendendo o debate sobre a posse de animais silvestres no Brasil.
Macaca apreendida no Distrito Federal foi separada da mãe ainda filhote, acusa Ibama; veja vídeo pic.twitter.com/LPc6NBVQur
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) December 20, 2024
Fiscais realizam abordagem e apreendem o animal
Os fiscais do Ibama encontraram a macaca Anne no shopping, que estava lotado devido às compras de fim de ano. Roberto Cabral, um dos fiscais, explicou que o animal circulava de colo em colo e até andava em um carro de brinquedo. Os fiscais solicitaram que Vitória os acompanhasse até o estacionamento para evitar constrangimentos. Eles constataram que ela não apresentou documentos que comprovassem a posse legal da macaca-prego.
O Ibama apreendeu Anne após identificar suspeitas de falsidade documental. Apesar disso, a decisão judicial do TRF-1 determinou a devolução da macaca às suas tutoras, gerando controvérsias e críticas de ambientalistas e especialistas em bem-estar animal.
Leis exigem posse responsável de macacos-prego
A legislação brasileira permite a criação de macacos-prego como animais de estimação, mas exige que eles sejam adquiridos de criadouros autorizados pelo Ibama. O comprador precisa apresentar nota fiscal e certificado de origem. A posse sem esses documentos é considerada crime ambiental. Mesmo com permissão legal, manter um macaco-prego envolve custos elevados e responsabilidades éticas e práticas.
Tutores gastam, em média, entre R$ 50 mil e R$ 70 mil para adquirir um macaco legalizado. Além disso, eles precisam arcar com despesas mensais que incluem alimentação especializada e cuidados veterinários, superando R$ 1 mil.
Especialistas criticam exposição de primatas em ambientes públicos
Veterinários e ambientalistas alertam sobre os riscos de criar macacos-prego como pets. Eles destacam que esses primatas exigem estímulos específicos e um ambiente adequado. Expor um animal como Anne em locais públicos desrespeita suas necessidades naturais e coloca em risco a segurança das pessoas, especialmente quando o animal atinge a maturidade sexual, momento em que pode se tornar agressivo.
O caso de Anne destaca a necessidade de um debate mais profundo sobre a criação de animais silvestres como pets no Brasil. Embora a lei permita a posse de algumas espécies, os tutores precisam cumprir rigorosamente as normas, respeitar o bem-estar dos animais e garantir a segurança pública.
Posso criar um macaco-prego como pet no Brasil?
Sim, mas você precisa adquirir o animal de um criadouro autorizado pelo Ibama e apresentar todos os documentos necessários.
Quais são os riscos de levar um macaco-prego a um shopping?
O animal pode se estressar, apresentar comportamentos agressivos e oferecer riscos às pessoas, especialmente crianças.
Quanto custa manter um macaco-prego legalizado?
Você gastará entre R$ 50 mil e R$ 70 mil para adquiri-lo, além de despesas mensais que superam R$ 1 mil.









