Na manhã desse domingo (29), o que deveria ser apenas mais um treino rotineiro de corrida quase terminou em tragédia. O professor de Muay Thai Ernesto Chaves, de 33 anos, corria por uma via tranquila em Ponta Porã (MS), quando dois pitbulls surgiram repentinamente e avançaram sobre ele. Conforme relatou, os cães se aproximaram de forma brincalhona, o que inicialmente o tranquilizou. No entanto, poucos segundos depois, um dos animais cravou os dentes em sua perna enquanto o outro tentava alcançar seu pescoço.
Diante da ameaça, Ernesto não hesitou. Imediatamente, colocou em prática seus reflexos e conhecimentos em artes marciais. Utilizando golpes de defesa pessoal como o “push kick” técnica comum no Muay Thai para afastar o oponente, ele conseguiu manter os cães longe por tempo suficiente para escapar. Embora ferido, ele resistiu até que os cães se afastassem. De acordo com o relato, várias pessoas presenciaram o ataque, mas não intervieram, por medo. “Eu entendo isso”, afirmou o lutador.
Casos como esse têm se tornado mais frequentes
Infelizmente, esse tipo de ocorrência não é isolado. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 100 mil brasileiros sofrem ataques de cães todos os anos. Apesar disso, muitos casos sequer são notificados. Embora pitbulls estejam frequentemente envolvidos em ocorrências graves, especialistas reforçam que o problema não está na raça, mas sim na forma como os animais são criados.
Portanto, é essencial entender que qualquer cão, independentemente da raça, pode se tornar agressivo quando mal treinado ou exposto a ambientes violentos. Assim, a responsabilidade recai diretamente sobre os donos, que devem garantir o controle e a segurança do animal.
Leis existem, mas fiscalização continua ineficaz
Além dos riscos físicos evidentes, o episódio expõe mais uma vez o abismo entre o que a lei prevê e o que se aplica na prática. Em Mato Grosso do Sul, há leis específicas que tratam da posse responsável de animais, incluindo punições como multas e apreensão. No entanto, na maioria dos casos, essas medidas não passam do papel.
Consequentemente, a falta de fiscalização permite que animais permaneçam soltos pelas ruas, sem supervisão. Enquanto isso, cidadãos como Ernesto correm riscos reais em atividades simples do dia a dia. A sobrevivência dele, nesse caso, só foi possível graças à sua preparação física e técnica. Mas, e os que não têm esse preparo?
Perguntas frequentes
Evite movimentos bruscos, mantenha calma e tente colocar objetos entre você e o animal.
Sim. Um ambiente equilibrado e treinamento adequado são decisivos no comportamento do cão.
Fiscalizar com rigor, aplicar penalidades e promover campanhas de educação sobre posse responsável.



