Lula critica EUA por retaliação contra Moraes e tarifaço de Trump ameaça 10 mil empresas brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “arbitrária e sem fundamento” a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar os vistos do ministro Alexandre de Moraes, de seus familiares e aliados. O senador republicano Marco Rubio, atual secretário de Estado do governo Trump anunciou a medida nessa sexta-feira (18/7).

Crise institucional com Washington se agrava

Segundo Rubio, Moraes estaria liderando uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro, em referência à operação da Polícia Federal que resultou na imposição de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente. Em nota oficial divulgada neste sábado (19), Lula declarou que a atitude norte-americana viola os princípios de soberania e respeito entre as nações. Ele acrescentou que nenhum tipo de intimidação irá comprometer a missão das instituições brasileiras de preservar o Estado Democrático de Direito.

Trump eleva tensões com tarifa de 50% sobre exportações brasileiras

A crise institucional ocorre em paralelo a um novo abalo econômico. Na semana passada, Donald Trump enviou uma carta pública ao presidente Lula anunciando a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida começa a valer no dia 1º de agosto.

Trump alegou que sua decisão é uma resposta direta ao “julgamento vergonhoso” de Bolsonaro no STF e à suposta “violação da liberdade de expressão de americanos” por autoridades brasileiras. Lula reagiu afirmando que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e prometeu retaliações com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

Setor produtivo pressiona governo para evitar prejuízos bilionários

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) alertou que o tarifaço poderá afetar cerca de 10 mil empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos. Juntas, essas empresas empregam mais de 3,2 milhões de pessoas no Brasil. A medida coloca em risco setores como o agronegócio, a indústria de transformação e a produção de commodities.

Para tentar reverter a situação, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, iniciou uma série de reuniões com lideranças empresariais e diplomáticas. Ele declarou que o governo busca uma solução até o dia 31 de julho, sem a necessidade de pedir prorrogação.

A escalada das tensões entre os dois países, que mistura política interna e interesses comerciais, já começa a gerar insegurança entre investidores e exportadores. Especialistas alertam que, se mantida, a nova tarifa pode comprometer o desempenho da balança comercial brasileira com seu segundo maior parceiro econômico.

Perguntas frequentes:

Por que os EUA revogaram o visto de Alexandre de Moraes?

O governo Trump acusa o ministro de censura e perseguição política, mas não apresentou provas.

Quantas empresas podem ser impactadas pelo tarifaço de Trump?

Cerca de 10 mil empresas brasileiras podem sofrer prejuízos diretos, afetando 3,2 milhões de empregos.

Como o governo Lula pretende reagir à tarifa?

Aplicando a Lei da Reciprocidade Econômica e negociando alternativas antes do dia 31 de julho.

Malu Custódio

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