O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) rejeitou categoricamente a proposta de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Ele destacou que o Governo do Estado, ao rescindir o contrato com o consórcio responsável, precisa esclarecer as falhas junto à Assembleia Legislativa antes de qualquer outra medida. Cabral afirmou que os responsáveis pela obra devem comparecer rapidamente para explicar o que ocorreu.
Lúdio Cabral defende cautela sobre CPI do BRT e alerta sobre risco de impasse prolongado
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 5, 2025
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Planejamento deficiente causa preocupação
Lúdio Cabral criticou diretamente a falta de estudos técnicos para uma obra de grande porte como o BRT. Ele enfatizou que o projeto deveria ter aprendido com experiências semelhantes em outras cidades. “Precisamos de planejamento detalhado. No entanto, o que vemos é um projeto sem base sólida”, reforçou o deputado, ao comentar sobre as deficiências observadas.
O parlamentar convocou todos os órgãos envolvidos, incluindo a Secretaria de Obras e Infraestrutura (Sinfra), para se reunir e encontrar soluções eficazes. Ele alertou que, sem essas medidas, o projeto pode se tornar um novo caso de atraso, semelhante ao que aconteceu com o Veículo Leve Sob Trilhos (VLT), que paralisou em 2017.
Contrato rescindido e obras em ritmo lento
O Governo do Estado revelou que concluiu apenas 18% das obras do BRT, mesmo após dois anos de execução. O consórcio envolvido recebeu um prazo de cinco dias para apresentar sua defesa. Essa decisão provocou divisão de opiniões. Alguns políticos concordaram com a rescisão, mas outros acreditam que isso pode gerar mais atrasos no projeto.
O BRT substitui o VLT, que foi planejado como parte do legado da Copa do Mundo de 2014. No entanto, os sucessivos atrasos e as irregularidades inviabilizaram sua execução. O governo oficializou o projeto do BRT em outubro de 2022, com previsão de entrega em outubro de 2024.
O deputado enfatiza que, antes de qualquer decisão sobre uma CPI, o governo e os órgãos envolvidos devem esclarecer os problemas com os responsáveis pela obra, para então tomar medidas mais embasadas e eficientes.
Apenas 18% das obras estão finalizadas, o que demonstra um progresso muito lento e justifica a rescisão contratual, embora essa medida provoque receios de atrasos ainda maiores.
O governo decidiu substituir o VLT pelo BRT devido aos atrasos e às irregularidades que interromperam o projeto anterior, que havia sido planejado como legado para a Copa do Mundo de 2014.
