A Locar Saneamento Ambiental interrompeu imediatamente a coleta de resíduos sólidos em Várzea Grande após decisão do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira. A medida suspendeu os efeitos da liminar que mantinha o Contrato Administrativo nº 260/2024, responsável pela continuidade do serviço no município. A empresa afirma que cumpriu integralmente a determinação judicial assim que recebeu a notificação formal.
Com a decisão, a Locar retirou os caminhões das vias públicas e recolheu toda a frota à garagem, encerrando a operação de coleta. Segundo a empresa, a paralisação ocorreu de forma organizada e dentro dos parâmetros legais, sem descumprimento da ordem judicial. A suspensão gerou impacto imediato no serviço essencial e levantou questionamentos sobre a continuidade da limpeza urbana.
Frota deixa as ruas após decisão do TJMT
A empresa informou que adotou a retirada imediata dos veículos para evitar qualquer irregularidade jurídica. O recolhimento da frota marcou o encerramento das atividades operacionais no município. A Locar destacou que não manteve equipes em campo após a decisão e que seguiu rigorosamente o que foi determinado pelo Judiciário.
A interrupção ocorreu mesmo após um período de intensificação da coleta. A empresa atuava com reforço operacional desde o fim de dezembro, com ampliação das rotas e reorganização do serviço porta a porta.
Mais de 3,7 mil toneladas recolhidas em dez dias
Antes da suspensão, a Locar executou uma operação intensificada entre 30 de dezembro de 2025 e 8 de janeiro de 2026. Nesse intervalo, as equipes retiraram mais de 3.757 toneladas de resíduos das ruas de Várzea Grande. Os dados constam nos boletins operacionais consolidados pela empresa.
A Locar afirma que o volume recolhido superou a média histórica do município e refletiu avanço na recomposição do serviço regular. O trabalho seguiu o projeto de setorização e a rotina operacional definida no contrato suspenso pela decisão judicial.
Empresa cobra valores pendentes e anuncia medidas legais
Além da interrupção do serviço, a Locar informou que buscará, pelas vias legais, o recebimento de valores pendentes referentes a serviços já prestados, medidos e atestados. O montante supera R$ 13,5 milhões em valores brutos, ainda sem correção monetária ou juros.
A empresa também anunciou que adotará medidas judiciais para esclarecer o impasse. Segundo a Locar, a contratação e a execução do contrato seguiram parâmetros legais e passaram por análise de órgãos de controle. A companhia afirmou que permanece aberta ao diálogo institucional e reforçou o compromisso com a transparência e a legalidade.
Perguntas frequentes:
Uma decisão do TJMT suspendeu a liminar que mantinha o contrato.
Mais de 3.757 toneladas em dez dias.
Sim. A Locar aponta mais de R$ 13,5 milhões pendentes.


