Lobo-guará “late” para homem de universidade rural; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

Um vídeo gravado no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica, registrou um momento raro: um lobo-guará emitiu sons semelhantes a latidos ao se deparar com um homem. Ao todo, o animal vocalizou sete vezes, num comportamento incomum para quem associa lobos apenas ao uivo tradicional. O registro, compartilhado nas redes sociais, rapidamente se espalhou, gerando curiosidade e reflexões sobre a presença da fauna silvestre em áreas urbanizadas.

Embora pareça um latido, o som é o aulido

Ao contrário do que muitos imaginam, o som emitido pelo lobo-guará não é um latido de cachorro, mas sim o chamado aulido. Esse som, curto e grave, funciona como um meio de comunicação entre os indivíduos da espécie. Ele serve, por exemplo, para demarcar território, indicar presença ou alertar sobre possíveis ameaças. Portanto, embora soe familiar, o aulido carrega funções muito específicas no comportamento da espécie. O uso desse tipo de vocalização destaca a inteligência adaptativa do animal, que lida com situações novas de forma estratégica.

Com o avanço das cidades, encontros como esse se tornam mais comuns

Além disso, é importante compreender o motivo pelo qual esses encontros entre humanos e animais silvestres estão aumentando. Segundo o ICMBio, o lobo-guará perdeu quase 30% de seu habitat natural nas últimas três décadas. À medida que o Cerrado sofre com o desmatamento e a urbanização, os animais se aproximam de áreas habitadas, muitas vezes em busca de alimento ou refúgio. Por conseguinte, esses episódios não devem ser vistos como meras curiosidades, mas sim como sintomas de um problema ambiental mais amplo.

Redes sociais ajudam, mas também exigem responsabilidade

Por outro lado, a viralização do vídeo teve um efeito positivo: despertou o interesse de milhares de pessoas para o lobo-guará. Muitos internautas comentaram sobre a beleza do animal e sua vocalização inusitada. Contudo, especialistas alertam que esse tipo de exposição também exige responsabilidade. Ao se deparar com um animal silvestre, a recomendação é observar à distância, não interagir, nem tentar alimentá-lo. Afinal, além dos riscos ao próprio ser humano, o contato pode prejudicar o comportamento natural do animal e aumentar sua vulnerabilidade.

Perguntas frequentes

Por que o lobo-guará emite sons semelhantes a latidos?

O som é um aulido, usado para comunicação territorial.

O que leva esses animais a se aproximarem das cidades?

O desmatamento e a perda de habitat os forçam a buscar refúgio em áreas urbanas.

Como as redes sociais podem contribuir para a preservação ambiental?

Quando bem conduzidas, publicações virais informam, engajam e inspiram ações de proteção ambiental.

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