Autoridades do Departamento de Vida Selvagem e Parques do Paquistão apreenderam 18 leões que estavam sendo criados ilegalmente em residências na região de Punjab. A operação aconteceu após um dos felinos escapar e, em seguida, atacar uma mulher e duas crianças. Como consequência imediata, o governo reforçou a fiscalização e prendeu oito pessoas envolvidas com a criação irregular. Pela legislação vigente, manter felinos sem licença pode resultar em até sete anos de prisão.
Embora ilegais, leões viram símbolo de status entre ricos
Mesmo com a proibição, muitos moradores de alto poder aquisitivo continuam adquirindo leões como demonstração de prestígio. Afinal, em plataformas como Instagram e TikTok, vídeos com esses animais ao lado de seus donos acumulam milhares de visualizações. No entanto, especialistas alertam que, apesar de parecerem dóceis em vídeos, esses predadores conservam instintos selvagens. Por isso, episódios como o recente ataque não surpreendem especialistas em fauna silvestre.
Enquanto lucros crescem, fiscalização falha
Além da apreensão dos animais, as autoridades visitaram 38 fazendas de criação e flagraram diversas irregularidades, como gaiolas fora do padrão e ausência de cuidados veterinários. De acordo com organizações de proteção animal, um leão pode custar até US$ 20 mil no mercado ilegal. Ainda assim, a fiscalização continua deficiente, o que contribui para a expansão silenciosa dessa prática. Assim, a combinação de impunidade, vaidade e ausência de políticas públicas fortalece um ciclo perigoso.
Por fim, destino dos animais levanta dúvidas
Em relação ao futuro dos leões apreendidos, as autoridades pretendem transferi-los para santuários. Contudo, muitos desses centros já operam com capacidade esgotada. Dessa forma, especialistas temem que novos incidentes ocorram, caso o governo não adote medidas eficazes e duradouras. Portanto, a situação exige soluções estruturais e maior rigor no combate ao tráfico e à criação clandestina.
Perguntas frequentes
Status, vaidade e ignorância sobre os riscos.
Raramente. Muitos já perderam a capacidade de sobrevivência fora do cativeiro.
Estimativas não oficiais sugerem centenas apenas no Paquistão.



