O 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores, realizado nesta terça-feira (4), em Brasília, foi palco de homenagens, reflexões — e críticas diretas. Durante o evento, o ex-goleiro e técnico Emerson Leão se posicionou contra a presença de treinadores estrangeiros no Brasil. A fala ganhou peso pelo fato de ter sido feita diante de Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira e principal homenageado do dia.
Ao lado de Ancelotti, Leão diz que não suportava técnicos estrangeiros no Brasil, mas admite: "Nós treinadores somos culpados da invasão"
— ge (@geglobo) November 4, 2025
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“Não gosto de estrangeiros no meu país”
Leão subiu ao palco e não poupou palavras: “Eu sempre disse que não gosto de treinadores estrangeiros no meu país. Antes eu falava que não suportaria, e não mudo minha opinião”, disparou. O ex-técnico da Seleção ainda responsabilizou os próprios profissionais brasileiros pela chegada de técnicos de fora: “Somos culpados pela invasão”.
Apesar da crítica direta, Leão encerrou com um tom mais diplomático, desejando sorte ao presidente da Federação Brasileira de Treinadores, Vagner Mancini, e também a Ancelotti, que o ouvia calado na plateia: “Boa sorte para você também”, disse, olhando fixamente para o italiano.
Oswaldo segue a mesma linha, mas elogia Ancelotti
Outro homenageado do dia, Oswaldo de Oliveira também manifestou incômodo com a presença de estrangeiros no futebol nacional. No entanto, fez questão de demonstrar respeito por Ancelotti: “Se tivesse que ser alguém, que fosse esse senhor. Torci para que fosse ele”, afirmou. Oswaldo ainda projetou um futuro com técnicos brasileiros no comando da Seleção após a saída do italiano.
Ancelotti ouve, não reage
Ancelotti não respondeu publicamente às críticas. Manteve a postura serena, recebeu sua homenagem e participou do evento sem se pronunciar sobre o tema. A CBF, por sua vez, reafirmou o discurso de que a troca de experiências entre profissionais brasileiros e estrangeiros fortalece o futebol nacional.
Perguntas e respostas:
Ele não comentou publicamente, mas manteve a postura tranquila durante todo o evento.
Não necessariamente. Muitos defendem a presença de estrangeiros como oportunidade de evolução.
Até o momento, a entidade não indicou qualquer mudança de direção.



