Alvo da Operação Brianski, um grupo de ladrões russos ostentava vida de luxo em uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, localizada em um condomínio fechado em Fortaleza (CE). A coluna Na Mira, de Mirelle Pinheiro e Carlos Carone, apurou que o imóvel pertenceu à cantora sertaneja Simone Mendes.
Com os criminosos, os policiais federais apreenderam US$ 223.944 (equivalente a pouco mais de R$ 1 milhão na cotação atual), R$ 55 mil, além de relógios de luxo e celulares.
Segundo a Polícia Federal (PF), os russos se uniram a alguns brasileiros para lavar dinheiro oriundo de crimes praticados no exterior, mediante o uso de criptomoedas.
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão — seis em Florianópolis (SC), dois em Goiânia (GO) e outros dois em Eusébio (CE). Em relação aos quatro principais investigados, foram decretadas diversas medidas, como monitoramento eletrônico e proibição de deixar o país e de transacionar criptoativos.
Também foi determinado o sequestro de bens, tais como casas e apartamentos de alto padrão, terrenos e automóveis de luxo adquiridos pelos investigados no Brasil. Além disso, ainda foram decretados os bloqueios de contas bancárias vinculadas a 25 pessoas físicas e jurídicas, além de contas em exchanges, visando ao sequestro de valores em moeda nacional e de criptoativos.
A investigação, que durou vários meses, contou com a colaboração de autoridades internacionais, evidenciando a amplitude e a sofisticação da operação criminosa.
A prisão dos envolvidos e a apreensão dos bens e valores significam um duro golpe contra as atividades ilícitas do grupo. Esse caso também destaca a crescente preocupação com o uso de criptomoedas em atividades de lavagem de dinheiro, levando a um aumento das medidas de segurança e vigilância por parte das autoridades financeiras e de segurança pública em todo o mundo.
A operação Brianski não apenas desmantelou uma rede criminosa significativa, mas também serve de alerta para a necessidade de maior regulamentação e monitoramento no setor de criptoativos, a fim de prevenir a sua utilização em atividades ilícitas.
Via Metrópoles









