Justiça nega pedido de Deolane e influenciadora seguirá presa após decisão unânime do STJ

Perrengue Mato Grosso

A tentativa de Deolane Bezerra de deixar a prisão sofreu mais um revés nesta terça-feira (9). A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva da influenciadora e rejeitou os argumentos apresentados por sua defesa.

O julgamento foi conduzido pelo ministro Ribeiro Dantas, relator do caso, que votou pela manutenção da custódia e foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado.

Relator afastou tese da defesa

Durante a sessão, o ministro afirmou que fatores como o retorno espontâneo de Deolane ao Brasil e a alegação de que ela não representa risco de fuga não são suficientes para justificar sua soltura.

Segundo o magistrado, existem elementos concretos que sustentam a necessidade da prisão preventiva neste momento da investigação.

O relator também destacou que medidas cautelares alternativas não seriam adequadas diante do contexto analisado no processo.

Mãe de criança, mas sem direito automático à domiciliar

Outro argumento apresentado pela defesa foi o fato de Deolane ser mãe de uma menina de 10 anos.

No entanto, Ribeiro Dantas ressaltou que a maternidade não garante automaticamente a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

De acordo com o ministro, a legislação prevê exceções que permitem a manutenção da prisão mesmo em situações envolvendo mães de crianças menores.

Decisão foi acompanhada por todos os ministros

Após a manifestação do relator, os demais integrantes da Quinta Turma seguiram o mesmo entendimento.

O colegiado rejeitou o pedido da defesa e manteve a prisão preventiva da influenciadora.

Apesar disso, os ministros recomendaram maior rapidez na tramitação do caso pelas instâncias responsáveis pela investigação em São Paulo.

Deolane permanece em penitenciária paulista

A influenciadora segue presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Ela foi alvo de uma operação realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Caso envolve outros investigados

Além de Deolane, a investigação também alcança outros alvos apontados pelas autoridades.

Entre eles está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de familiares e pessoas ligadas ao núcleo investigado.

As apurações continuam e devem avançar com a análise dos materiais e informações reunidos pelas autoridades ao longo da operação.

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