Justiça determina 8 anos de prisão para segurança do Shopping Estação por abuso infantil

Perrengue Mato Grosso

A Justiça de Mato Grosso condenou um segurança terceirizado do Shopping Estação Cuiabá a oito anos de prisão em regime semiaberto por cometer estupro de vulnerável contra uma criança de 9 anos. A sentença saiu no dia 1º de abril de 2025, após denúncia do Ministério Público do Estado (MP-MT) e investigação robusta da Polícia Civil.

O crime ocorreu no primeiro dia de janeiro de 2025, dentro das dependências do shopping. O segurança, identificado apenas pelas iniciais J. R. B. S., aproveitou-se da função para enganar a criança e conduzi-la a uma área isolada do local. Com a justificativa de realizar uma suposta simulação de revista policial, ele cometeu os atos abusivos, fato que as autoridades comprovaram por meio de diversos elementos de prova.

Provas contundentes e confissão confirmam o abuso

As investigações reuniram provas como filmagens internas, boletim de ocorrência, relatos da família da vítima e laudo psicossocial. Em juízo, o próprio acusado confessou o crime, o que fortaleceu a denúncia feita pelo MP-MT.

No primeiro depoimento à polícia, o réu negou os fatos. No entanto, durante a audiência de instrução, ele admitiu o ocorrido, reproduzindo detalhes que confirmaram os relatos da vítima e das testemunhas. A defesa alegou que o réu, de 19 anos na época, enfrentava traumas do passado e passava por tratamento psicológico.

Juiz destaca impacto emocional e determina indenização

O juiz Francisco Ney Gaíva considerou a palavra da vítima central para a condenação, sobretudo por estar apoiada por provas materiais. Ele também deu peso às consequências emocionais sofridas pela criança, que passou a manifestar medo de locais públicos e dificuldades para dormir após o ocorrido.

A sentença fixou a pena em oito anos, com base em elementos agravantes como a gravidade do ato e as sequelas causadas. O magistrado determinou ainda o pagamento de R$ 52.800,00 por danos morais à vítima.

Réu poderá recorrer, mas com restrições judiciais

Apesar de a Justiça permitir que o condenado recorra em liberdade, impôs medidas cautelares rígidas: ele está proibido de se aproximar da vítima e seus familiares, deve manter distância mínima de 1.000 metros e comparecer mensalmente ao juízo responsável. Após o fim do processo judicial, ele perderá os direitos políticos.

Perguntas frequentes

O que é considerado estupro de vulnerável?

É o ato sexual ou libidinoso com menor de 14 anos ou pessoa sem capacidade de consentir, independentemente de violência ou ameaça.

Quem comete estupro de vulnerável pode responder em liberdade?

Sim, dependendo do caso, o réu pode responder em liberdade com medidas cautelares, mas a pena é grave e pode levar à prisão.

Shopping pode ser responsabilizado por crime cometido por segurança?

Pode, caso fique comprovada falha na contratação, supervisão ou omissão quanto à conduta do funcionário terceirizado.

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