A Justiça de Minas Gerais decretou, nesta quarta-feira (8), a prisão preventiva de Rinaldo Roberto da Cruz, de 51 anos, que foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Civil. A ação desmantelou uma fábrica clandestina de cachaça instalada dentro da residência do suspeito, localizada no bairro Pongelupe, região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo as investigações, o homem produzia e vendia bebidas ilegais sem qualquer controle de qualidade, colocando em risco a saúde dos consumidores.
Denúncia levou a polícia até o local da produção
A operação começou após uma denúncia anônima, recebida pela 2ª Delegacia do Barreiro, que apontava a fabricação irregular de cachaça na região. Assim que os policiais chegaram ao endereço, Rinaldo se apresentou como comerciante de bebidas e, aparentemente tranquilo, autorizou a entrada dos agentes. No entanto, dentro da casa, a equipe encontrou barris, galões e rótulos falsificados de diversas marcas. Além disso, o ambiente apresentava condições insalubres, com risco evidente de contaminação.
Suspeito confessou adulteração com “caramelo”
Durante o depoimento, Rinaldo confessou o uso de uma substância escura chamada “caramelo” para simular o envelhecimento da cachaça e enganar os consumidores. Com essa estratégia, ele fabricava e rotulava bebidas como se fossem de marcas conhecidas Cachaça da Farra, Cachaça Rainha de Minas e Cachaça Capelinha, vendendo-as de forma irregular. Segundo a perícia técnica, o material apreendido apresentava riscos à saúde pública, já que o processo de fabricação não seguia nenhum padrão sanitário.
Autoridades ampliam investigação e alertam para riscos
A investigação também chegou até uma fábrica de embalagens em Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que pertence ao filho e à nora do suspeito. Ambos, contudo, negaram envolvimento no esquema. Diante disso, a Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura (MAPA) foram acionados para analisar as amostras da bebida e verificar a presença de substâncias nocivas.
Por fim, a Justiça determinou que Rinaldo permaneça preso. Ele pode ser condenado a até 12 anos de prisão pelos crimes de falsificação e atentado contra a saúde pública. As autoridades reforçaram o alerta à população para evitar o consumo de bebidas sem registro oficial, que, em muitos casos, contêm produtos tóxicos e podem causar intoxicações graves.
Perguntas frequentes
A polícia iniciou a operação após receber uma denúncia anônima sobre a produção irregular de cachaça.
Ele usava uma substância chamada “caramelo” para simular o envelhecimento e dar aparência de cachaça artesanal.
O acusado pode pegar até 12 anos de prisão por falsificação e crime contra a saúde pública.



