A Justiça do Rio de Janeiro declarou o goleiro Bruno Fernandes de Souza foragido após ele não se apresentar às autoridades. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) revogou a liberdade condicional do ex-atleta e expediu um mandado de prisão contra ele no dia 6 de março. O processo determinou que Bruno retornasse ao regime semiaberto. Como o ex-goleiro não compareceu após a decisão judicial, a Justiça passou a tratá-lo como foragido.
Contrato com clube motivou nova decisão judicial
A Justiça revogou o benefício após Bruno viajar ao Acre no início de fevereiro. Durante a viagem, ele assinou contrato para atuar como goleiro profissional do Vasco do Acre. O Ministério Público apontou que Bruno realizou a viagem sem autorização judicial. Essa atitude descumpriu as condições impostas ao livramento condicional. O juiz responsável analisou o parecer do Ministério Público e determinou a revogação do benefício. Em seguida, a Justiça expediu o mandado de prisão com cumprimento em regime semiaberto. O documento mantém validade de 16 anos.
Crime que marcou o país
A Justiça condenou Bruno pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. O caso ganhou repercussão nacional por envolver um jogador conhecido do futebol brasileiro. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais julgou o processo em 2013 e condenou o ex-goleiro a 22 anos e 3 meses de prisão. A investigação concluiu que Eliza morreu após cobrar o reconhecimento da paternidade do filho que teve com Bruno. O crime provocou forte debate público sobre violência contra mulheres e responsabilidade criminal de figuras públicas.
Carreira no futebol sempre gerou polêmica
Mesmo após a condenação, Bruno tentou retomar a carreira em clubes de menor expressão. Alguns times anunciaram contratações do goleiro, mas parte da opinião pública reagiu com críticas. Agora, a nova decisão judicial interrompe novamente qualquer tentativa de retorno ao futebol profissional. Enquanto a Justiça mantém o mandado de prisão em aberto, as autoridades buscam localizar o ex-atleta.
Perguntas e respostas:
A Justiça classificou Bruno como foragido porque ele não se apresentou após a revogação da liberdade condicional.
Bruno viajou ao Acre e assinou contrato com um clube sem autorização judicial.
A Justiça condenou o ex-goleiro a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio.








