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O Tribunal do Júri interrompeu, na manhã desta terça-feira (21), o julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de matar a ex-companheira Thays Machado e Willian César Moreno, após os advogados do réu abandonarem a defesa logo no início da sessão, no Fórum de Cuiabá. Diante da situação, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, remarcou o julgamento para o dia 3 de agosto, às 9h. A magistrada tomou a decisão para garantir o direito constitucional à ampla defesa antes da análise do caso pelos jurados.
Advogados deixam defesa e interrompem julgamento
Os advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff deixaram a defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra logo após o início da sessão. Com isso, a juíza suspendeu imediatamente os trabalhos e definiu uma nova data para o Tribunal do Júri.
Além disso, Mônica Catarina Perri Siqueira determinou que o réu apresente uma nova equipe de defesa antes da próxima sessão. Caso Carlos Alberto Gomes Bezerra não contrate novos advogados, o defensor público Marcus Vinícius Esbalqueiro assumirá sua representação no plenário. A medida evita novo atraso no andamento do processo.
O Ministério Público de Mato Grosso mantém a acusação por meio dos promotores de Justiça Élide Manzini de Campos e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida.
Processo acumula segundo adiamento
A Justiça já havia alterado a primeira data do julgamento. Inicialmente, o Tribunal do Júri ocorreria em 7 de julho. Na ocasião, a defesa pediu acesso a provas produzidas durante a investigação, e o Judiciário aceitou o pedido.
Na sequência, os advogados protocolaram um habeas corpus para tentar adiar novamente o julgamento. Entretanto, a Justiça rejeitou o pedido e manteve a sessão desta terça-feira. Mesmo assim, a saída da defesa impediu a continuidade dos trabalhos e obrigou a magistrada a remarcar o julgamento.
O processo segue em tramitação sob o número 1001239-10.2023.8.11.0042 e aguarda a realização do Tribunal do Júri na nova data.
Ministério Público aponta motivação do crime
O Ministério Público acusa Carlos Alberto Gomes Bezerra de matar Thays Machado e Willian César Moreno a tiros em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá.
Segundo a denúncia, o acusado não aceitou o fim do relacionamento com Thays Machado e decidiu cometer o crime. Por esse motivo, os promotores enquadraram o caso como feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.
Além disso, o Ministério Público atribui ao réu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Caso os jurados reconheçam essas circunstâncias, elas poderão aumentar a pena prevista no Código Penal.
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