Júlio Campos defende nova eleição sem alterar composição da Mesa Diretora da ALMT

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que, mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine uma nova eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a composição atual, liderada por Max Russi (PSB), deve ser mantida. Campos ressaltou que a formação resultou de um consenso entre os parlamentares, o que, segundo ele, justifica a preservação dessa estrutura.

Ação da PGR e questões de legalidade

A Procuradoria Geral da República (PGR) entrou com uma ação questionando a legitimidade das eleições antecipadas em 13 Assembleias Legislativas, incluindo a de Mato Grosso. A PGR argumenta que essas eleições foram realizadas de forma irregular, já que aconteceram em um ano eleitoral. No caso da ALMT, a eleição, que originalmente seria em 6 de outubro, foi antecipada para o início de agosto, quando os parlamentares formaram uma chapa consensual.

Júlio Campos enfatizou que, mesmo se o STF acatar a tese da PGR e exigir uma nova eleição, a Assembleia deve manter a mesma composição eleita anteriormente. “A decisão pode até determinar uma nova eleição, mas acredito que o resultado será o mesmo”, afirmou Campos, destacando a importância de preservar a unidade entre os deputados para manter a estabilidade política.

Composição da Mesa e acordos políticos

Campos, que ocupa a 1ª vice-presidência da Mesa Diretora, destacou que a atual composição foi definida com base em um entendimento entre os partidos. O PSB, com quatro deputados, indicou Max Russi para a presidência, enquanto o União Brasil, também com quatro representantes, garantiu a 1ª vice-presidência. O MDB, com a mesma quantidade de parlamentares, escolheu o 1º secretário, reforçando o equilíbrio entre as legendas.

A Mesa Diretora, eleita em agosto, inclui Max Russi como presidente, Júlio Campos como 1º vice-presidente, Gilberto Catanni (PL) como 2º vice-presidente, Wilson Santos (PSD) como 3º vice-presidente, Dr. João (MDB) na 1ª secretaria, Paulo Araújo como 2º secretário, Diego Guimarães (Republicanos) na 3ª secretaria, Elizeu Nascimento (PL) como 4º secretário, Fabio Tardin como 5º secretário e Juca do Guaraná Filho na 6ª secretaria.

Botelho fora da disputa e continuidade

Júlio Campos também descartou a possibilidade de Eduardo Botelho (União), ex-presidente da Assembleia e candidato derrotado à Prefeitura de Cuiabá, retornar à Mesa Diretora. Essa declaração reforçou a ideia de continuidade e estabilidade dentro da Assembleia, evitando mudanças que poderiam afetar a dinâmica interna e os trabalhos da Casa.

Expectativas para a decisão do STF

Em suma, Campos acredita que, se o STF decidir pela realização de uma nova eleição, a composição atual deve ser reconduzida. Segundo ele, isso garantiria a continuidade dos trabalhos e manteria o equilíbrio político na ALMT. Enquanto a decisão do STF é aguardada, parlamentares e a comunidade política observam os desdobramentos com expectativa. A manutenção da composição atual é considerada essencial para assegurar a governabilidade e a estabilidade da Assembleia até o final do mandato.

Fabio Olavarria

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