A cantora Juliette Freire, vencedora do BBB 21, gerou polêmica nas redes sociais após o lançamento de sua nova música “Vem Galopar”. A canção, parte do projeto junino “São JUão”, é uma adaptação do clássico “Pagode Russo” de Luiz Gonzaga e vem dividindo opiniões entre os fãs e críticos musicais.
A principal crítica gira em torno do duplo sentido presente na letra da música. Em resposta, Juliette usou suas redes sociais para defender a obra, destacando que o uso de duplo sentido não é novidade na música nordestina. Ela citou exemplos como “Severina Xique-Xique” de Genival Lacerda e “Só Gosto de Tudo Grande” de Marinês para reforçar seu ponto.
Juliette argumentou que sua intenção não era inovar no uso de duplo sentido, mas sim modernizar um clássico sem perder a essência da tradição nordestina. “Eu não sou a inventora do duplo sentido. Se você pesquisar um pouquinho, vai ver que está aí desde que o mundo é mundo”, declarou a cantora em suas redes sociais.
Além disso, a cantora ressaltou que sua proposta com o projeto “São JUão” é ressignificar as festas juninas, mantendo suas raízes, mas trazendo uma abordagem contemporânea. Ela acredita que a festa junina é viva e se renova a cada ano, e seu objetivo é enaltecer essa tradição enquanto promove inclusão e modernidade.
Apesar das críticas, “Vem Galopar” ganhou popularidade nas redes sociais, com fãs reproduzindo a coreografia da música em desafios online. Juliette continua promovendo ativamente a canção, defendendo sua visão artística e o valor cultural da releitura que propôs.
A controvérsia em torno de “Vem Galopar” levanta questões importantes sobre a evolução da música nordestina e a preservação de suas raízes culturais. Enquanto alguns defendem a inovação, outros temem que tais adaptações possam diluir a essência da tradição.




