Jovem suspeito de abusar de menina de 8 anos é executado e enterrado após decisão de facção em Juína; veja vídeo

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O desaparecimento de Carlos Alexandre Lopes de Oliveira Almeida, de 24 anos, terminou com a descoberta de um homicídio em Juína, a 735 quilômetros de Cuiabá. A Polícia Civil investiga três homens suspeitos de participar da execução, que teria sido motivada por uma suspeita de abuso sexual contra uma menina de 8 anos. Os policiais encontraram o corpo na terça-feira (27).

Corpo foi encontrado em área de mata

Carlos Alexandre desapareceu às 14h de domingo (25), quando testemunhas o viram pela última vez na companhia de outras três pessoas. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou indícios de que o jovem foi levado até a residência de Flávio, pai da menina que teria sofrido o suposto abuso sexual.

Os policiais localizaram o cadáver em uma área de mata conhecida como Linha I, na zona rural de Juína. O local fica próximo à BR-174, no sentido de Vilhena, a aproximadamente 40 quilômetros da cidade. Os suspeitos teriam enrolado o corpo em um lençol e coberto os restos mortais com uma fina camada de terra.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) recolheu o corpo e realizou os procedimentos periciais. A Polícia Civil busca esclarecer as circunstâncias da morte e reunir provas sobre a participação de cada suspeito.

Suspeitos teriam levado jovem até uma residência

Conforme os depoimentos reunidos pela Polícia Civil, Gustavo e Jonas foram até a casa de Carlos Alexandre em uma motocicleta. Os dois teriam buscado o jovem e seguido com ele até a residência de Flávio, onde a vítima ficou sentada em um sofá.

Segundo o relato de Jonas, Flávio realizou uma ligação em grupo com pessoas apontadas como integrantes de uma facção criminosa. Durante a conversa, os participantes teriam apresentado a suspeita de abuso sexual contra a menina como justificativa para matar Carlos Alexandre.

Ainda de acordo com o depoimento, os envolvidos decidiram executar o jovem após receberem autorização dos participantes da ligação. Gustavo, que também seria parente da criança, teria se oferecido para cometer o homicídio. O boletim de ocorrência não detalha como os suspeitos teriam matado a vítima.

Suspeitos teriam transportado corpo em carro até região rural

Após o assassinato, os envolvidos teriam retirado o corpo da residência e, em seguida, utilizado uma Renault Duster branca para transportá-lo até uma região rural. No local, Gustavo e Jonas teriam ocultado o cadáver com a ajuda de um terceiro homem. Até o momento, a Polícia Civil ainda não identificou esse suspeito.

Além disso, segundo as informações apuradas, o terceiro homem teria agido por determinação da facção criminosa. Diante disso, a Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e determinar a responsabilidade de cada um na execução e na ocultação do corpo.

Até o momento, os elementos reunidos durante a investigação apontam a participação de Flávio, Gustavo e Jonas no homicídio. Enquanto isso, os investigadores também apuram a conduta de cada suspeito. Conforme as informações policiais, Gustavo e Jonas também respondem pela ocultação do cadáver.

Polícia não confirmou registro de suspeita de abuso sexual

Os depoimentos apontaram a possível violência sexual contra a menina de 8 anos como a suposta motivação do assassinato. No entanto, a Polícia Civil ainda não confirmou a existência de um boletim de ocorrência sobre o caso. Além disso, os investigadores não informaram se uma apuração específica verifica a suspeita.

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