Dois homens mataram a tiros Débora Carvalho dos Santos, de 23 anos, na noite de quinta-feira (10), no bairro Jardim Olinda, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá). Um dos criminosos desceu da garupa de uma moto e disparou ao menos 10 vezes contra a vítima, focando principalmente a cabeça.
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— O Matogrossense (@o_matogrossense) July 11, 2025
Moradores da região presenciaram o assassinato. A dupla fugiu em alta velocidade após os disparos. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou rapidamente ao local, mas apenas confirmou o óbito.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) isolaram a cena do crime e iniciaram as investigações. O corpo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML).
Polícia investiga motivação ligada ao crime organizado
Os investigadores trabalham com a hipótese de acerto de contas entre facções criminosas. Débora acumulava diversas passagens pela polícia, incluindo tráfico de drogas, roubo, receptação e corrupção de menores. Em 2016, ela sobreviveu a uma tentativa de homicídio e chegou a cumprir pena na Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis.
A ficha criminal dela revela um histórico constante de envolvimento com atividades ilícitas. Veja as ocorrências:
- 2015: Roubo;
- 2016: Tráfico, corrupção de menores e tentativa de homicídio;
- 2019: Roubo e direção perigosa;
- 2020: Vias de fato e ameaça em unidade socioeducativa;
- 2022: Furto e receptação.
Esse histórico reforça a suspeita de envolvimento com organizações criminosas e, possivelmente, com disputas internas.
Autoridades cobram colaboração da população
A Polícia Civil ainda não identificou os autores. Investigadores pedem que testemunhas ou qualquer pessoa com informações denunciem de forma anônima pelos canais oficiais, como o 197.
Enquanto isso, o caso de Débora reforça a necessidade de ações urgentes de combate às facções. O poder público precisa reforçar o policiamento, ampliar os serviços sociais e recuperar áreas dominadas por grupos criminosos.
Perguntas frequentes
A Polícia ainda não identificou os autores, mas suspeita de envolvimento de facções criminosas.
A execução com foco na cabeça indica acerto de contas, provavelmente ordenado por uma facção.
Sim, ela possuía várias passagens por tráfico, roubo, corrupção de menores e tentativa de homicídio.









