Agentes penitenciários flagraram uma jovem de 19 anos tentando entrar com drogas escondidas na vagina, na manhã de domingo (25), durante visita à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Os servidores descobriram o entorpecente ao utilizarem o bodyscan, aparelho que inspeciona o corpo de visitantes em busca de objetos ocultos.
A jovem se preparava para visitar um detento quando o equipamento identificou um volume suspeito na região íntima. Inicialmente, ela negou o crime, mas confessou em seguida, ao saber que os agentes a encaminhariam a um hospital para retirar o material. Ela mesma retirou o invólucro e entregou a substância, que se tratava de uma porção de maconha prensada.
Polícia conduz suspeita e abre investigação
Após a apreensão, os agentes encaminharam a jovem para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde a Polícia Civil registrou o caso e iniciou os trâmites legais. A jovem responderá por tentativa de ingresso de substância ilícita em presídio, crime previsto no artigo 349-A do Código Penal, com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão.
Crime recorrente exige resposta mais eficaz do Estado
Pesquisadores e autoridades apontam que muitos presos pressionam namoradas, esposas e até parentes a transportar drogas para dentro das unidades.
O episódio reforça o desafio crônico do sistema prisional brasileiro: conter o tráfico interno com medidas que vão além da fiscalização. Especialistas cobram ações integradas, que combinem tecnologia, inteligência policial e políticas de reintegração social.
Perguntas frequentes
É um equipamento de raio-x que detecta objetos ocultos no corpo, sem toque físico.
É o crime de ingresso de entorpecente em unidade prisional, com pena de até 15 anos.
Geralmente por pressão emocional, financeira ou por envolvimento afetivo com detentos.










