A filha de Servílio, ex-jogador do Corinthians que marcou 200 gols entre as décadas de 1930 e 1940, entrou com processo na Justiça exigindo indenização de R$ 30 mil do clube.A filha de Servílio acusa o Corinthians de usar a imagem do pai sem autorização em materiais comemorativos, como o livro “Nação Corinthiana” e o Memorial do Parque São Jorge, o que, segundo ela, gerou lucro indireto para o clube.

Processo discute uso de imagem em materiais institucionais
Andreia, filha de Servílio, protocolou ação em março alegando que nem o pai em vida, nem os herdeiros autorizaram o uso da imagem em publicações comerciais. A ação cobre o livro do centenário do clube e o Memorial, ambos ainda utilizados pela diretoria alvinegra.
Corinthians nega irregularidade e diz que uso foi respeitoso
O Corinthians afirmou que publicou o livro em 2011 e inaugurou o Memorial em 2006, antes da ação judicial. O clube defendeu que usou a imagem de Servílio com respeito histórico e sem fins comerciais. O clube ressaltou que a irmã de Andreia já havia movido processo semelhante em 2013.
Justiça rejeita pedido inicial, desgaste financeiro segue
Em decisão de primeira instância publicada no fim de junho, um tribunal entendeu que a exposição da imagem não causou dano moral ou econômico significativo aos herdeiros de Servílio. O juiz destacou que não foi comprovado caráter ofensivo ou finalidade comercial da homenagem. Andreia já recorreu, alegando desconhecimento do processo anterior e insistindo que o uso representa exploração financeira, uma vez que o Memorial cobra ingresso e o livro continua à venda
Disputa levanta debate sobre direitos de imagem de ex-atletas
O caso reacende uma discussão relevante sobre o uso da imagem de ex-jogadores em produtos e espaços oficiais de clubes. Especialistas apontam que, mesmo em contextos de homenagem, é fundamental respeitar normas de direito de personalidade, especialmente quando há interesse econômico envolvido. Analistas observam que o desfecho do recurso poderá definir limites para futuras homenagens.
Perguntas e respostas
Ela pede R$ 30 mil por uso indevido da imagem do pai.
O clube diz que usou a imagem de forma respeitosa e sem fins comerciais.
O pedido foi negado em primeira instância, mas a autora recorreu.



