O meia Max, do Cuiabá, revelou ter sido alvo de racismo em mensagem recebida no Instagram após a derrota da equipe para o Goiás, na sexta-feira (7), pela 36ª rodada da Série B. Titular durante toda a partida, o jogador utilizou as redes sociais para expor o ataque sofrido e desabafar publicamente: “Nunca vão me parar, racista assim, Deus sabe o que faz”, escreveu.

A publicação ocorreu por volta das 22h32, logo após o fim do jogo. Max mostrou a captura de tela da mensagem com teor racista e reforçou sua indignação, recebendo apoio imediato de torcedores, colegas de profissão e personalidades do esporte. A denúncia reacendeu o debate sobre o racismo no futebol brasileiro, que segue se manifestando com frequência nas plataformas digitais.
Versatilidade em campo, resistência fora dele
Max atua como meia de origem, mas vem jogando como lateral-esquerdo sob o comando do técnico Eduardo Barros. Sua entrega tática e regularidade o colocam entre os nomes mais utilizados do elenco na Série B: foram 30 jogos, 27 como titular. A participação ativa em campo contrasta com a violência que sofre fora das quatro linhas, tornando ainda mais evidente a urgência por ações concretas de combate à discriminação no esporte.
Futebol brasileiro falha no combate ao racismo
Apesar da comoção gerada pelo caso, o Cuiabá ainda não se pronunciou oficialmente. A ausência de uma resposta institucional fortalece a sensação de impunidade. Em 2023, a CBF anunciou protocolos para acelerar a punição de casos de racismo, mas a aplicação dessas medidas segue tímida. Ataques como o que Max sofreu mostram que o problema não está apenas nos estádios, mas se espalha pelas redes sociais com facilidade e frequência.
Perguntas e respostas:
Ainda não há manifestação oficial, mas a cobrança por resposta cresce nas redes.
Sim, racismo é crime no Brasil e pode ser investigado mesmo quando cometido online.
Não há registros recentes, mas casos como esse evidenciam uma realidade silenciosa no futebol.




