O prefeito do Recife, João Campos, comentou publicamente a suspeita de espionagem envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco e um secretário municipal da capital. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor afirmou que “na política não se pode tudo” e indicou que as ações teriam motivação eleitoral. O episódio ocorre em um momento sensível do calendário político, a poucos meses da eleição para o governo do Estado.
Sem citar nomes, João Campos declarou que não aceitará abusos e que adotará todas as medidas cabíveis na Justiça brasileira. Segundo ele, práticas dessa natureza não condizem com a democracia nem com a história de instituições como a Polícia Civil, que possui mais de dois séculos de atuação no estado.
Denúncia envolve secretário e assessor municipal
A suspeita veio à tona após uma denúncia anônima apontar que agentes da Polícia Civil teriam acompanhado a rotina de Gustavo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e Social do Recife, e de seu irmão, Eduardo Monteiro. A informação gerou repercussão imediata no meio político e levantou questionamentos sobre o uso de estruturas institucionais.
Segundo a denúncia, o monitoramento teria ocorrido sem justificativa clara, o que levou aliados do prefeito a levantar suspeitas de espionagem com viés político. O caso ganhou ainda mais destaque por envolver figuras diretamente ligadas ao núcleo político da gestão municipal.
Governo nega espionagem e apresenta outra versão
O governo de Pernambuco confirmou que houve uma investigação, mas negou que se tratasse de espionagem. Em declaração à imprensa, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que a apuração foi motivada por uma denúncia de recebimento de propina.
Segundo ele, a denúncia foi feita por um servidor público do Recife e envolvia o uso de um veículo da frota municipal utilizado por Gustavo Queiroz Monteiro. Por esse motivo, a Polícia Civil teria realizado uma checagem preliminar para verificar a procedência da acusação.
Apuração foi arquivada, diz Defesa Social
De acordo com Alessandro Carvalho, a denúncia foi considerada grave, mas não apresentou elementos suficientes para a abertura de um inquérito policial. Ainda assim, o caso não poderia ser ignorado, o que levou à realização de diligências iniciais.
A checagem, segundo o secretário, não confirmou qualquer irregularidade, e o procedimento acabou sendo arquivado. Ele acrescentou que a governadora Raquel Lyra determinou que o episódio fosse apurado, reforçando a versão oficial de que não houve motivação política.
Clima político se intensifica no estado
A denúncia surge em um contexto pré-eleitoral delicado. João Campos é apontado como possível candidato ao governo de Pernambuco e deve enfrentar a atual governadora Raquel Lyra na disputa estadual. O episódio, portanto, amplia a tensão política e coloca instituições públicas no centro do debate.
Perguntas e respostas:
O que João Campos afirmou sobre o caso?
Que não vale tudo na política e que o episódio não ficará impune.
Quem são os alvos da denúncia?
O secretário Gustavo Queiroz Monteiro e seu irmão, Eduardo Monteiro.
O que diz o governo de Pernambuco?
Que houve apenas uma checagem por denúncia de propina e não espionagem.








