Israel intensifica bombardeios e ordena evacuação no norte de Gaza; ONU alerta: “nenhum lugar é seguro”; Veja vídeo

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A tensão em Gaza atingiu um novo patamar neste início de semana. O Exército de Israel ordenou que milhares de palestinos evacuem imediatamente as áreas do norte do território, em preparação para um aumento dos combates contra o Hamas. A ação ocorre ao mesmo tempo em que Egito e Catar, com apoio dos Estados Unidos, tentam articular mais uma rodada de negociações por um cessar-fogo duradouro.

A nova ofensiva militar reacende a crise humanitária em um território já devastado por meses de guerra. Segundo a ONU, a área designada como “zona humanitária” em Al-Mawasi, no sul de Gaza, também foi alvo de ataques aéreos nos últimos dias, deixando mortos e feridos. O sentimento entre os civis é de pânico e desorientação.

Ordens de evacuação aumentam desespero

As Forças de Defesa de Israel divulgaram mapas e instruções para que civis se desloquem do norte de Gaza para a região de Khan Younis, alegando que ali receberiam mais segurança e acesso a ajuda humanitária.

Al-Mawasi, tida como refúgio seguro, já foi atingida mais de uma vez. A ONU declarou que os abrigos estão lotados, sem estrutura para atender a crescente onda de deslocados internos. Estima-se que mais de 1,9 milhão de pessoas já foram forçadas a sair de suas casas desde o início do conflito.

Mediação internacional em meio à guerra

Enquanto tanques e aviões seguem avançando, as tentativas de diálogo continuam nos bastidores. Egito e Catar assumem a frente como mediadores, com o apoio estratégico dos Estados Unidos. As conversas giram em torno da libertação de reféns israelenses e da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Até agora, nenhum dos lados sinalizou uma trégua concreta. O governo israelense mantém sua posição de destruir completamente a infraestrutura do Hamas, enquanto o grupo armado continua a lançar foguetes e manter resistência nas zonas urbanas.

Civis entre bombardeios e escassez

O conflito em Gaza já deixou mais de 35 mil mortos, segundo dados das autoridades palestinas. Em meio ao cerco, faltam água, eletricidade e medicamentos. A escassez atinge especialmente crianças, mulheres e idosos, os mais afetados pelo colapso dos serviços básicos.

Perguntas e respostas

1. Por que a ONU afirma que nenhum lugar em Gaza é seguro?
Porque mesmo as áreas designadas como zonas humanitárias, como Al-Mawasi, têm sido atingidas por bombardeios.

2. Quem está mediando um possível cessar-fogo no conflito?
Egito e Catar, com apoio dos Estados Unidos.

3. Para onde os palestinos estão sendo orientados a fugir?
Para a região sul de Gaza, especialmente Al-Mawasi, em Khan Younis.

Fabíola Maria Costa Silva

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