O investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, Walter Luís da Silva Matos, de 48 anos, conhecido como Waltinho Produções, denunciou a ex-namorada, a dançarina Thayane Moura, de 27 anos, por agressão e roubo na manhã de sexta-feira (10), em Cuiabá.
Walter registrou boletim de ocorrência e afirmou ter sido espancado e ferido após atender a um chamado da ex-companheira.
Segundo o relato, Thayane ligou para o investigador em tom ameaçador e exigiu que ele fosse até sua casa, prometendo “fazer um barraco na internet” se ele não comparecesse. Ao chegar ao local, Walter relatou ter sido atacado com socos, unhadas e pedradas, sofrendo cortes na cabeça, hematomas no rosto e escoriações pelo corpo. Ele procurou atendimento médico logo após o episódio.
Ex-namorada teria roubado corrente e tentado pegar a arma
Durante a confusão, Thayane arrancou uma corrente de ouro de 51 gramas do pescoço do policial e tentou pegar a arma dele, afirmando que “iria matá-lo”.
Testemunhas — entre elas, funcionários de uma empresa de transporte — presenciaram as agressões e gravaram vídeos do momento. As imagens foram entregues à Polícia Civil e servirão como prova na investigação.
Walter assegurou que não reagiu às agressões e refutou versões divulgadas nas redes sociais de que o sangue nas roupas da ex-namorada seria dela. Segundo ele, todo o sangue visto nas imagens é dele.
Investigador nega mandado de prisão
Após o caso se tornar público, sites locais publicaram notícias sobre uma suposta ordem de prisão contra Walter. O investigador negou as informações e consultou o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde não há registro de mandado de prisão em seu nome.
Ele acusou parte da imprensa de divulgar informações falsas e reforçou que permanece em atividade na Polícia Civil.
Polícia Civil investiga versões e recolhe provas
A Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) registrou o boletim de ocorrência e abriu investigação. A equipe da Politec analisará os vídeos, as roupas e os objetos apreendidos. Walter solicitou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar as lesões.
A Polícia Civil apurará as duas versões do caso e identificará a sequência exata dos fatos, para definir se houve tentativa de homicídio, roubo qualificado ou lesão corporal grave.
Até o momento, nenhum dos envolvidos recebeu voz de prisão, e os laudos periciais permanecem em andamento.
Perguntas frequentes
Walter é investigador da Polícia Civil de Mato Grosso e também atua como produtor de eventos conhecido em Cuiabá.
Eles se reencontraram após o término e, segundo o investigador, ela o agrediu e roubou uma corrente de ouro.
Sim. Testemunhas gravaram o momento da briga, e os vídeos estão sob análise da Polícia Civil e da Politec.









