A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu o influenciador digital Jefferson Ryan nesta sexta-feira (28), durante a Operação Unfollow, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Os agentes cumpriram seis mandados judiciais, incluindo um de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. A investigação revelou que Jefferson utilizava suas redes sociais para cometer e divulgar crimes, além de integrar uma facção criminosa.
Influenciador digital é preso por envolvimento com f4cçã0 cr1minos4 em Mato Grosso; veja vídeo pic.twitter.com/fU5jV26UqY
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 28, 2025
A 5ª Vara Criminal de Sinop autorizou a operação, que faz parte do programa Tolerância Zero, criado pelo Governo do Estado para combater o crime organizado.
Influenciador levava vida dupla e comandava o tráfico
Jefferson Ryan se apresentava como influenciador digital e promoter de uma casa noturna. No entanto, a investigação revelou que ele ocupava um cargo de liderança no tráfico de drogas local e usava o codinome “Trem Bala” dentro da facção criminosa.
A polícia identificou três frentes criminosas operadas por ele:
– Tráfico de drogas – vendia e coordenava o comércio de entorpecentes na região.
– Extorsão de comerciantes – ameaçava empresários para cobrar taxas de “proteção”.
– Recrutamento de novos membros – usava o Instagram para aliciar jovens para o crime.
Nas redes sociais, Jefferson publicava conteúdos exaltando o crime, promovendo a facção e incentivando conflitos com grupos rivais. Em uma das postagens, ele convidava seguidores para atuarem como “representantes comerciais” do tráfico.
Polícia prende Jefferson Ryan e apreende drogas
Os policiais surpreenderam Jefferson Ryan e um comparsa no momento em que eles voltavam de uma festa com outros membros da facção. Na residência do influenciador, os agentes apreenderam entorpecentes, balança de precisão e um rádio comunicador, equipamento típico do crime organizado.
Jefferson utilizava um perfil no Instagram para impulsionar suas atividades ilícitas. Para dificultar sua identificação, ele evitava mostrar o rosto nas postagens ligadas à facção. Ao mesmo tempo, mantinha outro perfil onde divulgava empresas locais e participava de programas de televisão.
Extorsão de empresários e ostentação nas redes sociais
A investigação também apontou que Jefferson utilizava sua influência para coagir comerciantes. Ele publicava ameaças veladas, exigindo pagamentos mensais para evitar ataques a estabelecimentos. Quem se recusava a pagar sofria represálias, que iam desde destruição de bens até assassinatos encomendados pela facção.
O delegado Bruno França, responsável pelo caso, afirmou que Jefferson ostentava sua ligação com o crime. “Ele demonstrava orgulho em pertencer à facção. Publicava fotos ao lado de outros criminosos, divulgava regras do grupo e incentivava conflitos com rivais”, declarou.
Por fim, a prisão de Jefferson Ryan evidencia a crescente relação entre criminalidade e redes sociais. A Polícia Civil age com firmeza para responsabilizar quem usa a internet para impulsionar o crime.
Perguntas frequentes
Os policiais apreenderam drogas, uma balança de precisão e um rádio comunicador usado pela facção criminosa.
Ele promovia a facção criminosa, vendia drogas e extorquia comerciantes por meio de postagens e mensagens privadas.
Sim, ele conquistou notoriedade em Sorriso, divulgou empresas locais e apareceu em programas de TV.





