Influencer afirma que Hitler tinha ‘intenção positiva’ no Holocausto

Perrengue Mato Grosso

Gabriela Pina vende mentoria de desenvolvimento pessoal e tem 414 mil seguidores no TikTok

Com quase 414 mil seguidores no TikTok e 138 mil no Instagram, a produtora de conteúdo Gabriela Pina declarou, em um vídeo, que Hitler tinha “intenção positiva” no Holocausto, política de perseguição e assassinato que matou 6 milhões de judeus no século 20. A reportagem não localizou mais o conteúdo nas redes sociais de Pina, mas ele foi recuperado pelo ativista Antonio Isuperio, que denuncia casos de racismo e outras formas de preconceito nas redes. 

“Hitler tinha uma intenção positiva por trás da merda toda que ele fez com os judeus? Tinha. A intenção positiva dele era purificar a raça dele. É uma intenção positiva que é meio psicopata talvez? Mas tinha uma intenção positiva. E quando eu falo que tudo é amor e o que não é amor é um pedido de amor é porque, quando a gente para para pensar no ser humano, tudo o que a gente faz é por amor. Tudo o que a gente faz é para se sentir pertencido. Tudo o que a gente faz, no fundo, é para que a gente sinta aquela sensação, que é quase como de um abraço, um carinho de uma mamãe”, diz Pina. Assista ao vídeo, editado por Isuperio:

Gabriela Pina tem 23 anos, segundo sua biografia no Instagram, e diz ser mentora de autoconhecimento e estudante de psicanálise. Além de compartilhar conteúdos, ela comercializa uma mentoria de desenvolvimento pessoal. O custo, de acordo com o formulário que ela disponibiliza nas redes, é de R$ 4.800. “Ao final do processo, você terá vivenciado uma verdadeira transformação na sua vida, com uma melhora significativa em seus relacionamentos, expansão da consciência, diminuição da ansiedade, eliminação da procrastinação, maior autoconfiança e amor próprio”, promete a descrição.

Em nota, o Instituto Brasil-Israel (IBI), “repudia veementemente qualquer tentativa de associação da ideologia nazista com esta abordagem. O regime de Adolf Hitler tinha como finalidade a limpeza étnica para propagação de uma raça ariana, e, para isso, exterminando não só judeus, mas também negros, pessoas LGBTQIA+, Testemunhas de Jeová, ciganos e outras minorias.”

Via O Tempo

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