Às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, abordou temas que marcaram os bastidores da competição durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (10). Entre os assuntos discutidos estiveram o caso do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos, e a participação da seleção do Irã no torneio. Infantino afirmou que lamenta a situação envolvendo o árbitro, mas ressaltou que a entidade não possui autoridade para interferir em decisões tomadas por governos e órgãos de controle migratório.
Gianni Infantino se lavó las manos con el árbitro somalí:
— Tendencias y Tuits Borrados (@tendenciaytuits) June 10, 2026
🚨ÚLTIMA HORA: El presidente de la FIFA, Gianni Infantino, se pronuncia sobre la situación que involucra al árbitro somalí Omar Artan:
«Es lamentable lo que le pasó a Omar. Siempre intentamos resolver situaciones, pero…
Presidente lamenta situação de árbitro
Omar Artan faria história ao se tornar o primeiro árbitro da Somália a participar de uma Copa do Mundo. No entanto, autoridades norte-americanas impediram sua entrada no país mesmo após o profissional obter visto para a viagem. Ao comentar o episódio, Infantino declarou que a Fifa tentou buscar alternativas para solucionar o problema, mas destacou que a organização esportiva não controla decisões soberanas dos países anfitriões.
Irã recebe apoio da Fifa
Outro tema abordado pelo dirigente foi a presença da seleção do Irã no Mundial. Infantino comemorou a participação da equipe e afirmou que trabalhou para garantir que os iranianos pudessem disputar a competição. Segundo ele, o futebol deve funcionar como um espaço de união entre povos e culturas, independentemente dos desafios políticos ou diplomáticos enfrentados pelos países envolvidos.
Dirigente rebate críticas
Durante a coletiva, jornalistas questionaram o presidente da Fifa sobre críticas relacionadas à organização da Copa e à influência das autoridades locais em temas ligados ao torneio. Infantino respondeu que a entidade precisa respeitar as leis e normas dos países que sediam a competição. Ele também afirmou que seria inadequado esperar que a Fifa determinasse quais pessoas um governo deve autorizar ou não a entrar em seu território.
Fifa aposta em Copa marcada pela união
Ao encerrar a entrevista, o dirigente afirmou que espera uma Copa do Mundo capaz de proporcionar momentos de alegria aos torcedores durante os 39 dias de competição. Para Infantino, o torneio representa uma oportunidade para que milhões de pessoas acompanhem o esporte e deixem de lado, ainda que temporariamente, as preocupações do cotidiano. A abertura do Mundial acontece nesta quinta-feira (11), com o duelo entre México e África do Sul.








