Indígenas da etnia Terena realizam, nesta quarta-feira (1º), um protesto às margens da BR-163, entre Matupá e Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. O grupo ocupa um dos principais corredores logísticos do estado.
As lideranças cobram da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) o pagamento de uma indenização prometida há mais de 20 anos. Segundo os manifestantes, o órgão federal não cumpriu o acordo e mantém comunidades em situação de vulnerabilidade.
Os indígenas também exigem melhorias nas estradas que ligam as aldeias. Eles afirmam que as vias precárias dificultam o acesso a serviços básicos, como saúde, educação e transporte.
Manifestantes pressionam autoridades e elevam tensão na rodovia
Os manifestantes exibem cartazes com mensagens sobre direitos indígenas e direcionam críticas à concessionária Via Brasil. O grupo também queima pneus às margens da rodovia para ampliar a visibilidade do protesto.
As lideranças estabelecem prazo de 24 horas para que autoridades apresentem respostas concretas. Caso não recebam retorno, os indígenas podem interditar totalmente a BR-163, o que deve impactar diretamente o fluxo de cargas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a mobilização e atua para manter a segurança no local. Até o momento, o trânsito segue parcialmente afetado, sem bloqueio total.
BR-163 concentra impacto econômico e pressão social
A BR-163 concentra parte essencial do escoamento agrícola de Mato Grosso. Qualquer interrupção eleva custos logísticos e afeta diretamente a economia regional e nacional.
O protesto expõe um impasse recorrente entre comunidades indígenas e o Estado. A demora na resolução de demandas amplia tensões e evidencia fragilidades na política pública.
Geralmente, eles protestam para cobrar direitos, como terras, indenizações ou melhorias em serviços básicos.
O bloqueio pode gerar multas, intervenção policial e até processos, além de causar prejuízos econômicos.
A Constituição garante direitos sobre terras tradicionais, cultura, organização social e acesso a políticas públicas.




