Na última terça-feira (22), um trágico atropelamento tirou a vida do indígena Desidério Aédzane Rudzapari Xavante, de 33 anos, na BR-158, em Água Boa, a 736 km de Cuiabá. O acidente ocorreu quando um veículo o atingiu enquanto ele atravessava a rodovia. No entanto, o motorista fugiu sem prestar socorro, o que gerou indignação e revolta entre a comunidade. A Polícia Civil já iniciou as investigações, mas até o momento, o responsável pelo atropelamento não foi identificado.
Indígena Xavante m0rre atrop3lado na BR-158 e protestos bloqueiam rodovia pic.twitter.com/MzF97V88kt
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) October 23, 2024
Comunidade Xavante realiza protesto e bloqueia BR-158
No dia seguinte ao atropelamento, na quarta-feira (23), a comunidade Xavante organizou um protesto em resposta à morte de Desidério. Desde cedo, os manifestantes bloquearam a BR-158 nos dois sentidos, o que causou grande congestionamento. Ao longo da manifestação, os Xavantes expressaram suas exigências, pedindo que as autoridades localizassem o motorista e tomassem medidas para melhorar a segurança das rodovias que cortam suas terras.
Funai e PRF negociam com manifestantes
Diante do bloqueio, representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciaram negociações com os líderes do protesto. Durante as conversas, a comunidade Xavante reforçou a urgência em identificar o motorista responsável pelo atropelamento, além de exigir ações concretas para aumentar a segurança nas rodovias. Finalmente, após horas de diálogo, os indígenas concordaram em liberar a BR-158 por volta das 13h30, permitindo a retomada do tráfego. No entanto, a comunidade deixou claro que continuará vigilante até que as autoridades atendam suas demandas.
A morte de Desidério trouxe à tona um problema recorrente: a vulnerabilidade das comunidades indígenas em áreas próximas a rodovias movimentadas. A BR-158, em particular, é palco de frequentes atropelamentos devido à falta de sinalização adequada e infraestrutura de segurança. Por isso, os líderes Xavantes pedem a instalação de radares, placas bilíngues e campanhas educativas voltadas aos motoristas que passam por suas terras. Dessa forma, esperam prevenir futuros acidentes e proteger suas comunidades.
Comunidade Xavante continua mobilizada por justiça
Mesmo após a liberação da rodovia, a comunidade Xavante permanece mobilizada. Eles exigem que o motorista seja identificado e responsabilizado pela morte de Desidério. Além disso, seguem pressionando as autoridades para que adotem medidas preventivas, garantindo mais segurança nas rodovias que atravessam suas terras e evitando que tragédias como essa se repitam.









