“Incomoda”, afirma Reynaldo Gianecchini ao falar sobre sexualidade fluida

Perrengue Mato Grosso

Ao lado de Bruno Fagundes, o ator está em cartaz em São Paulo com a peça “A Herança”

Durante anos, Reynaldo Gianecchini decidiu ficar calado sobre sua sexualidade e sobre os boatos que surgiam em cada momento. Mas, depois de assumir ser uma pessoa sexualmente fluída, o famoso segue sendo alvo de polêmicas e críticas.

Em cartaz com a peça “A Herança”, em São Paulo, o galã comentou sobre o trabalho com Bruno Fagundes, com quem vive um romance no teatro, e também sobre os comentários que recebe desde 2019, quando declarou à imprensa ter vivido romances com homens e mulheres, mas que não gosta de se rotular.

“A fluidez incomoda as pessoas, porque vivemos num país de pessoas muito reprimidas e, quando se é reprimido, a sexualidade alheia causa frisson. A liberdade do outro mexe com você”, afirmou o famoso, que já foi casado com a jornalista Marília Gabriela.

Foto: Reprodução

Reynaldo Gianecchini também comentou que virou alvo de boatos ao trocar as passarelas pela TV e o palco do teatro: “Li na imprensa mais fofocas mentirosas do que verdadeiras sobre a minha vida privada. Isso me incomodava muito, chegava a ter sensações físicas, sentia calafrios e um peso na nuca, como se algo estivesse me oprimindo.”

Segundo Gianecchini, que também surge nas reprises da Globo e no canal fechado Viva, a liberdade não está apenas em sua vida privada, mas também na vida profissional. Por causa disso, em 2020, o ator encerrou seu contrato fixo com a emissora carioca e decidiu buscar novos formatos e tipos de personagens.

“Foram 22 anos fazendo novelas, trabalhando o ano todo que nem um louco. Nunca me chamaram para fazer uma série. Quero possibilidades novas”, contou o ator, que também assinou contrato com as plataformas de streaming.

Mais sobre a peça em São Paulo

Em “A Herança”, Bruno Fagundes e Reynaldo Gianecchini contracenam com outros atores, que surgem ao longo da peça, que retrata diferentes gerações da comunidade gay dos Estados Unidos para refletir sobre o legado de cada uma delas.

No enredo, um grupo de jovens escritores que decide contar a história deles próprios, inspirados no romance Howards End, do autor britânico gay E.M. Forster, no qual os narradores são também personagens.

Em cartaz no Teatro Vivo, esta é a primeira versão da peça internacional, que estreou em 2018 em Londres, no Brasil. Antes de chegar ao país, ela ganhou quatro prêmios Tony e passou pela Broadway, em 2019.

Via Metro World News

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Institucional