Imagens mostram morador de MT pedindo que não haja depredação. Veja vídeo:

O eletricista mato-grossense Juvenal Alves Corrêa, de 31 anos, foi condenado a mais de 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento nos ataques aos Três Poderes em Brasília, em janeiro de 2023. A condenação incluiu também uma multa de R$ 30 milhões, a ser paga solidariamente com outros condenados, por danos morais coletivos.

Juvenal foi um dos milhares de manifestantes que participaram dos atos golpistas em Brasília. A invasão resultou em danos significativos às sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Durante os julgamentos, o STF apontou que os manifestantes buscavam abolição violenta do Estado Democrático de Direito e a implementação de uma intervenção militar, configurando crimes como golpe de estado e associação criminosa armada.

A defesa de Juvenal Alves Corrêa divulgou um vídeo onde ele aparece adotando uma postura apaziguadora durante os eventos. No vídeo, Juvenal é visto pedindo para que não haja depredação e oferecendo água aos policiais. Ele afirma: “Pode ficar aí que ninguém vai mexer, pode ficar tranquilo que ninguém vai mexer aí não. A gente não é bandido. A gente está lutando por nós aqui”​​.

Corrêa foi preso enquanto tentava fugir para a Argentina, pouco antes de sua sentença ser executada. A tentativa de fuga destacou ainda mais a controvérsia em torno do caso, refletindo a polarização política no país. Os julgamentos e condenações relacionadas aos eventos de janeiro de 2023 têm gerado intensos debates e reações diversas na sociedade brasileira, evidenciando as divisões políticas e sociais​​.

A complexidade do caso de Juvenal Alves Corrêa e de outros envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 continuará a ser um ponto crucial nas discussões sobre democracia, justiça e a resposta do sistema judicial brasileiro a eventos de grande impacto político e social.

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