O início do julgamento dos sete profissionais de saúde acusados de negligência na morte de Diego Armando Maradona, em 11 de março de 2025, trouxe à tona momentos de intensa emoção e revelações impactantes. O promotor Patricio Ferrari apresentou uma fotografia do ídolo argentino já sem vida, destacando o estado de inchaço abdominal e a precariedade das condições em que se encontrava. A exibição da imagem provocou reações imediatas: as filhas Dalma e Giannina choraram, enquanto a ex-esposa, Verónica Ojeda, manteve um semblante sério e chegou a proferir insultos direcionados a uma das médicas presentes no tribunal.
Acusações de negligência e “teatro de horror”
Durante a sessão, Ferrari descreveu a internação domiciliar de Maradona como “imprudente, deficiente e sem precedentes”, referindo-se ao local como um “teatro de horror”. Ele afirmou que os acusados estavam cientes da gravidade da condição de Maradona, mas agiram com indiferença, aumentando o risco de morte do paciente.
Os acusados e as possíveis penas
Entre os réus estão o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz, a médica coordenadora Nancy Forlini, o coordenador de enfermagem Mariano Perroni, o médico clínico Pedro Di Spagna e o enfermeiro Ricardo Almirón. Eles enfrentam acusações de “homicídio simples com dolo eventual”, podendo ser condenados a penas que variam de 8 a 25 anos de prisão. A defesa alega que Maradona era um paciente difícil e que a internação domiciliar foi uma escolha do próprio jogador.
Repercussão e expectativas
O julgamento, que deve se estender até julho, conta com a convocação de cerca de 120 testemunhas, incluindo familiares, amigos e profissionais que acompanharam Maradona ao longo dos anos. A sociedade argentina acompanha o caso com grande expectativa, buscando justiça para um dos maiores ídolos do país.
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Perguntas frequentes
Entre os principais acusados estão o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov.
Eles são acusados de “homicídio simples com dolo eventual”, que implica negligência grave com consciência dos riscos fatais.
As filhas Dalma e Giannina choraram ao ver a imagem do pai já sem vida.









