As equipes do Ibama, Funai e Bope destruíram, entre os dias 11 e 14 de junho, uma estrutura de garimpo ilegal na Terra Indígena Kayabi, no município de Apiacás, norte de Mato Grosso, a 1.005 km de Cuiabá. Os agentes miraram embarcações que exploravam ouro de forma clandestina no rio Teles Pires.
Os fiscais encontraram 50 embarcações no local, mas conseguiram destruir 23 dragas, além de 15 barcos de apoio, barracos e milhares de litros de combustível estocados de forma irregular. A operação também desmantelou acampamentos usados pelos garimpeiros.
Garimpeiros tentam burlar fiscalização
Segundo o chefe de fiscalização do Ibama em Mato Grosso, Edilson Fagundes, os criminosos afundaram parte das dragas para tentar impedir a destruição. “Eles afundam os equipamentos parcialmente, dificultando nosso trabalho. Mesmo assim, conseguimos inutilizar 23 embarcações”, destacou.
As dragas escariantes, máquinas equipadas com bombas de sucção de alta potência, sugam o leito dos rios e provocam destruição ambiental massiva.
Operações se intensificam, mas o garimpo persiste
A superintendente do Ibama em Mato Grosso, Cibele Madalena Xavier Ribeiro, reforça que esta já é a segunda grande operação neste ano na Terra Indígena Kayabi. Desde 2023, os órgãos ambientais destruíram mais de 50 embarcações ilegais no local.
“As dragas que consideramos irregulares, destruímos imediatamente. Garimpeiros fugiram, mas conseguimos identificar alguns, que agora vão responder criminalmente na Polícia Federal”, informa Cibele
Foco agora é nos financiadores do crime
Os órgãos federais agora priorizam identificar os financiadores do garimpo ilegal, responsáveis por bancar equipamentos, logística e transporte de ouro extraído de forma clandestina. Segundo investigações preliminares, os recursos vêm de redes criminosas que operam tanto no Brasil quanto no exterior.
Perguntas frequentes
As autoridades destroem as dragas no local para impedir que voltem a operar.
Porque suga o leito do rio, gera assoreamento, polui a água e destrói a vida aquática.
Redes criminosas que lucram com ouro ilegal, muitas vezes ligadas ao tráfico e à lavagem de dinheiro.






