Nesta última quinta-feira, 30 de outubro, o Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, em Nova Mutum (MT), realizou a terceira captação de múltiplos órgãos do ano. A equipe retirou rins, fígado e córneas de uma doadora natural de Porto dos Gaúchos. O gesto da família permitiu que três pacientes de diferentes estados recebessem transplantes e tivessem suas vidas salvas.
A direção do hospital destacou a força do ato de doar. Para Hallan Ribeiro, diretor administrativo da unidade, a decisão da família representa um exemplo de empatia e coragem:
“A família transformou a dor em esperança. Esse gesto permitiu que três pessoas continuassem suas vidas. Agradecemos a confiança depositada em nossa equipe.”
Equipes de Mato Grosso e Distrito Federal realizam operação integrada
O hospital mobilizou equipes da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso (CET/MT), que atuaram com suporte da Força Aérea Brasileira (FAB) e de profissionais do Distrito Federal. A FAB garantiu o transporte rápido dos órgãos, o que foi decisivo para manter sua viabilidade.
A ação marcou a 11ª captação de múltiplos órgãos realizada em Mato Grosso em 2025, número que sinaliza o fortalecimento da estrutura de transplantes do estado. O hospital reafirma, com esse feito, sua posição como referência regional em alta complexidade e atendimento humanizado.
Hospital reforça importância de comunicar a vontade de doar
A direção do hospital enfatiza a necessidade do diálogo familiar sobre doação de órgãos. Mesmo com a manifestação da vontade em vida, a autorização final ainda depende da família. Por isso, Hallan Ribeiro reforça:
“Fale com seus familiares. O ‘sim’ deles pode salvar vidas. A doação precisa ser uma decisão conhecida por todos.”
Perguntas frequentes
Após a confirmação da morte encefálica e autorização da família, médicos retiram órgãos viáveis para transplante e os enviam a pacientes compatíveis via transporte rápido.
Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que seus órgãos estejam saudáveis e a família autorize a doação após a morte.
Os órgãos seguem para hospitais especializados, onde equipes realizam os transplantes em pacientes da fila única nacional, coordenada pelo SUS.



