O Governo de Mato Grosso inaugurou, nesta última sexta-feira (19), o novo Hospital Central de Cuiabá, encerrando 34 anos de abandono e promessas não cumpridas. A unidade vai começar a atender pacientes a partir de janeiro de 2026. A obra, parada desde 1989, virou símbolo de má gestão. Agora, a estrutura ganha novo status como referência em saúde pública de alta complexidade.
Estado amplia estrutura e instala 287 leitos
A atual gestão retomou as obras em 2020 e triplicou a área construída, que passou de 9 mil m² para 32 mil m². O hospital abriga:
- 78 leitos de UTI
- 18 semi-intensivos
- 180 leitos de enfermaria
- 11 leitos de isolamento
A estrutura vai operar com capacidade para realizar 5.400 cirurgias, 31 mil consultas e 52 mil exames por ano. O foco da unidade inclui as especialidades de cardiologia, neurologia vascular, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, infectologia e cirurgia geral.
Governo investe R$ 280 milhões e mostra antes e depois
O governador Mauro Mendes liderou a retomada da construção e destinou R$ 280 milhões à obra. Ele divulgou, em suas redes sociais, um vídeo com imagens do prédio em ruínas e o resultado da entrega.
A nova fase inclui quatro etapas de implementação. A primeira já foi concluída com a inauguração. As próximas ocorrerão até abril de 2026, com a instalação gradual de todos os serviços.
Obra ficou parada desde 1989
O Governo do Estado iniciou a construção do Hospital Central no final da década de 1980, mas abandonou o projeto em 1989. Durante décadas, o esqueleto de concreto virou um marco da falta de continuidade nas políticas públicas de saúde. A atual gestão quebrou o ciclo de paralisações e concluiu a obra com recursos próprios.
Perguntas frequentes
Sim. O hospital atenderá exclusivamente pelo SUS, com foco em alta complexidade.
Em janeiro de 2026, com ativação completa prevista até abril.
São 287 leitos no total, incluindo 78 de UTI e 180 de enfermaria.



