Homens são flagrados pescando peixe jaú no Rio Cuiabá, espécie proibida para pesca – Veja!

Perrengue Mato Grosso

Na manhã desta sexta-feira (16), homens foram flagrados pescando jaú no Rio Cuiabá, nas proximidades da região de Santo Amália. O incidente reacende debates sobre a importância da preservação das espécies. O jaú, que está entre as 12 espécies com captura proibida em Mato Grosso, encontra-se sob proteção por cinco anos. A pesca predatória tem colocado em risco os estoques pesqueiros nos rios da região, e a proibição visa recuperar essas populações em declínio.

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Regras de proteção às espécies ameaçadas

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou uma lei que permite a pesca de mais de 100 espécies, mas proíbe a captura de 12, incluindo o jaú, pirarucu, dourado e pintado. A intenção é evitar a extinção dessas espécies nativas, garantindo sua preservação a longo prazo. Além da proibição de captura, a lei também impede o transporte e comercialização dessas espécies durante o período de cinco anos.

Comunidades autorizadas a pescar

Apesar das restrições, algumas comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e pescadores artesanais, ainda podem realizar a pesca de subsistência, desde que respeitem os limites da lei. Além disso, a pesca esportiva “pesque e solte” é permitida em condições específicas, mas deve ocorrer fora do período de defeso, que protege as espécies durante a piracema.

Discussão sobre a Lei do Transporte Zero

A Lei do Transporte Zero, que impede o transporte de pescado para evitar a comercialização ilegal, gerou críticas de setores pesqueiros. Pescadores artesanais, que dependem da atividade para seu sustento, sentem-se prejudicados pela medida. Entretanto, a legislação é crucial para proteger as espécies nativas que já enfrentam a pressão da sobrepesca.

Necessidade de fiscalização e conscientização

O flagrante no Rio Cuiabá destaca a necessidade de reforçar a fiscalização e aumentar a conscientização pública. A captura ilegal de espécies como o jaú coloca em risco a biodiversidade dos rios de Mato Grosso. Por isso, é fundamental que autoridades e a população trabalhem juntos para garantir a preservação dessas espécies e a sustentabilidade dos recursos pesqueiros.

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