Passageiros que aguardavam na fila de embarque no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande (MT), presenciaram uma cena inusitada. Um homem sacou um berrante e começou a tocá-lo em meio ao saguão. O som potente e ritmado interrompeu a monotonia do ambiente e atraiu olhares curiosos, celulares e muitas reações.
A maioria dos presentes gravou o momento, que rapidamente viralizou nas redes sociais. Usuários se dividiram entre elogios à coragem do gesto e reflexões sobre a convivência entre tradição e modernidade. A cena viralizou como um símbolo da identidade cultural de Mato Grosso.
Tradição pantaneira ganha espaço no ambiente urbano
O berrante, feito geralmente de chifre de boi, integra a cultura das comitivas pantaneiras. Por séculos, boiadeiros utilizaram o instrumento para conduzir rebanhos e se comunicar nas longas jornadas pelo interior. Cada toque indica uma ação: reunir o gado, alertar perigo ou iniciar a marcha. Mais do que funcional, o berrante representa tradição, orgulho e resistência.
Ao tocar o berrante no aeroporto, o homem rompeu a barreira entre o mundo rural e o urbano. Ele transformou um espaço regido por horários e protocolos em um palco breve de manifestação cultural espontânea.
Redes sociais amplificam o impacto
O vídeo da cena circulou rapidamente nas plataformas digitais, impulsionado pela curiosidade e pelo ineditismo. Internautas elogiaram o orgulho com que o homem defendeu a tradição pantaneira.
O gesto, embora simples, gerou uma onda de valorização da cultura mato-grossense. Em tempos de globalização e homogeneização, cenas como essa ganham ainda mais relevância.
Perguntas frequentes
Ele fez isso espontaneamente, enquanto aguardava o embarque, e surpreendeu os passageiros ao demonstrar a cultura pantaneira em um espaço urbano.
É um instrumento feito de chifre de boi, usado por boiadeiros para conduzir gado e se comunicar durante comitivas.
Sim, vídeos do momento circularam nas redes sociais e geraram milhares de visualizações e comentários.


