Durante o julgamento de Francisco Cleidivaldo Mariano de Moura, acusado de homicídio, o inesperado aconteceu. Cristiano Alves Terto, filho da vítima, invadiu o tribunal em São José do Belmonte, no Sertão de Pernambuco, e disparou seis vezes contra o réu. Além dos tiros, ele também golpeou o acusado com coronhadas. O ataque foi registrado por câmeras de segurança, chocando os presentes e o país.
Apesar da brutalidade da ação, o réu sobreviveu. Ele recebeu atendimento médico imediato, passou por observação e, posteriormente, teve alta. Cristiano foi preso em flagrante e agora responde por tentativa de homicídio qualificado. A Justiça suspendeu o julgamento, que seria retomado em outro local e sob novas condições.
Fóruns no interior revelam fragilidade na segurança institucional
O caso escancarou um problema recorrente: a segurança falha em fóruns do interior do Brasil. Em São José do Belmonte, por exemplo, o prédio do Judiciário não contava com detectores de metais nem com vigilância reforçada. Como resultado, Cristiano conseguiu entrar armado e agir sem resistência.
Consequentemente, especialistas passaram a cobrar do Conselho Nacional de Justiça um rigor maior na fiscalização. De fato, o episódio acendeu um alerta sobre a urgência em estruturar melhor os espaços da Justiça, especialmente em regiões menos assistidas pelo Estado. Nesse contexto, a confiança da sociedade no sistema jurídico também sofre abalos.
Processo será transferido; tentativa de vingança vira novo julgamento
Diante do ocorrido, a Justiça decidiu transferir o julgamento de Francisco Cleidivaldo para outro município. A medida tem como objetivo garantir a segurança de todos os envolvidos e evitar novos episódios de violência. Além disso, a defesa do réu solicitou reforço policial para as próximas audiências.
Enquanto isso, Cristiano passa a ocupar o lugar de réu. A tentativa de vingar o pai poderá resultar em uma pena mais severa do que a que ele esperava ver aplicada ao acusado. Portanto, o episódio reabre o debate sobre os limites entre dor, justiça e vingança em um país onde, segundo o Instituto Sou da Paz, apenas 8% dos homicídios chegam a uma condenação.
Perguntas frequentes
A proteção deve ser garantida para todos, sem exceções, especialmente em fóruns.
Embora compreensível, agir por impulso compromete o próprio direito à justiça.
Sim, a morosidade do Judiciário enfraquece a confiança social nas instituições.









