A Polícia Militar resgatou, na noite de segunda-feira (13), uma mulher sequestrada e mantida em cárcere privado em Cuiabá (MT). O crime ocorreu no bairro Retiro Miranda, próximo ao condomínio Villeggio Lírios. A vítima apontou o ex-companheiro como mandante da ação criminosa.
Quatro criminosos invadiram a casa do pai da vítima por volta das 16h30. Eles retiraram a mulher à força e a colocaram em um veículo. Equipes do 24º Batalhão iniciaram buscas imediatas com apoio de helicóptero, Força Tática, Raio e setor de Inteligência.
Familiares informaram o possível local onde os suspeitos abandonaram a vítima. Policiais localizaram a mulher por volta das 20h em uma área de chácaras. A ação rápida garantiu o resgate com vida e impulsionou o avanço das investigações.
Agressões e atendimento médico confirmam violência
A vítima relatou agressões durante o período em que permaneceu sob domínio dos criminosos. Ela apresentou sinais físicos de violência e forte abalo emocional. Os policiais a encaminharam imediatamente para atendimento médico.
A equipe da UPA do bairro Pascoal Ramos realizou exames e identificou fratura em uma costela. Os profissionais transferiram a vítima para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde ela segue sob cuidados especializados.
O suspeito continuou a intimidar a vítima mesmo após o resgate. Ele realizou ligações para a mulher e familiares. A Polícia Civil investiga as ameaças e busca identificar todos os envolvidos no crime.
Polícia intensifica investigação e busca suspeitos
As forças de segurança coordenaram uma operação integrada e ampliaram o alcance das buscas em Cuiabá. A comandante do 24º BPM destacou a eficiência da resposta policial e o uso estratégico de recursos aéreos e terrestres.
A Polícia Civil conduz o inquérito e trabalha para localizar os executores e confirmar a participação do ex-companheiro como mandante. As equipes analisam provas, depoimentos e registros de comunicação.
Cárcere privado ocorre quando alguém impede outra pessoa de sair de um local contra a vontade dela, com ou sem violência.
A lei prevê pena de 1 a 3 anos, podendo aumentar em casos com violência, mais envolvidos ou relação íntima.
É possível denunciar pelo Disque 180 ou pelo 190 em emergências, sem precisar se identificar.





