Nas redes sociais, João Eduardo Silva de Jesus, de 18 anos, afirma ter sido vítima de racismo ao tentar usar um elevador social no Rio de Janeiro. O fato ocorreu no último domingo (4/2), no Edifício Residencial Aroazes, quando ele chegou ao local para realizar uma entrega de água. “Me deparei com essa mulher impedindo minha entrada. Mandando eu me dirigir para o elevador de serviço”, disse ao Metrópoles.
Nas imagens, é possível ver o rapaz se defendendo da atitude da mulher e afirmando não estar fazendo nada de errado. A mulher, por sua vez, segue reiteirando que não deixaria ele utilizar o local devido a “ousadia” dele, que pontuou que não iria se locomover pelo elevador de serviço.
No vídeo, ele esclarece ainda, que não existe necessidade de fazer a entrega em elevador de serviço e tenta explicar que existe uma lei que garante seus direitos. Mesmo assim, a mulher ameaça chamar o porteiro e segura a porta para que ele não suba. “Eu estou trabalhando, não estou de sacanagem não”, argumenta ele.
A alegação de João de que não havia necessidade de usar o elevador de serviço e que existem leis que protegem seus direitos destaca a lacuna entre a legislação e a prática cotidiana.
A decisão de registrar o caso como injúria por preconceito é um passo importante na busca por justiça e no reconhecimento de que tais atitudes não devem ser toleradas. Esse incidente ressalta a importância de continuar a lutar contra o racismo e a discriminação em todas as suas formas, promovendo a conscientização e incentivando uma mudança cultural que respeite a dignidade e a igualdade de todos os indivíduos, independentemente de sua ocupação ou cor da pele.
Ainda segundo o rapaz, o elevador de serviço estava parado no momento que ele chegou para realizar a entrega. O caso foi registrado em boletim de ocorrência como injúria por preconceito.
Via Metrópoles









