Nessa terça-feira (26/08), um homem negro de 29 anos foi assasinado em um supermercado em Santo André, na Grande São Paulo. O episódio aconteceu após uma discussão com um funcionário do supermercado Loyola, o motivo do desentendimento teria sido a entrada do cliente com seu cachorro, no estabelecimento.
Veja vídeo:
Reprodução: Balanço Geral pic.twitter.com/24LgwnJdPW
— Perrengue2 (@perrengue2025) August 29, 2025
Discussão terminou em tragédia
Câmeras de segurança registraram os momentos que antecederam o crime. A vítima, identificada como Felipe de Moraes de Oliveira, que estava com seu cachorro no colo, passou pelo caixa do supermercado, momento em que iniciou uma discussão com um dos funcionários. O clima esquentou rapidamente, e em um gesto de defesa, Felipe tentou mostrar que estava desarmado ao erguer a camisa.
A situação ficou ainda mais tensa quando o funcionário, aparentemente alterado, empurrou Felipe, o agredindo fisicamente. No entanto, antes que resolvessem a situação, Felipe tentou reagir e acabou sendo baleado. O tiro atingiu a sua barriga, e, apesar de ter ido pedir ajuda em uma farmácia próxima, o cliente não sobreviveu aos ferimentos.
Família se revolta e acusa funcionário de racismo
A família de Felipe afirma que o artesão foi vítima de racismo, destacando que no mercado não havia nenhuma proibição quanto à entrada de animais. A discussão, de acordo com a família, aconteceu de forma agressiva, sem qualquer justificativa plausível. Para muitos, o ocorrido expõe a realidade do racismo estrutural, que ainda persiste nas interações cotidianas e em ambientes comerciais. O fato de Felipe ter sido baleado enquanto tentava resolver a situação de maneira pacífica reforça as críticas.
Repercussão nas redes sociais e pedidos de justiça
O vídeo do assassinato circulou rapidamente nas redes sociais, gerando revolta e protestos. O mercado Loyola, onde ocorreu o crime, foi pichado com a frase “Justiça já”. A Bancada Feminista do PSOL protocolou um pedido ao Ministério Público para que acompanhasse as investigações, citando o caso como um exemplo claro de racismo estrutural. O funcionário responsável pelo disparo se entregou à polícia e foi preso pelo crime de homicídio, mas ainda não há informações sobre seu porte de arma ou a autorização para tal.
Perguntas frequentes:
Não havia sinalização ou cartazes indicando a proibição da entrada de animais no supermercado.
Não há confirmação sobre a autorização ou o vínculo do funcionário com alguma força de segurança.
O funcionário acabou sendo preso e sua defesa ainda não se manifestou. A Justiça decretou sua prisão temporária de 30 dias.


