Novas imagens de uma câmera de segurança que mostram Marcos Pereira Soares, preso por estuprar e matar a irmã de 17 anos, tentando entrar em um salão de beleza na região do CPA, em Cuiabá. O material passou a integrar as investigações porque pode indicar outros possíveis crimes de natureza sexual.
Câmeras mostram tentativa de invadir salão
As imagens registradas pelo circuito interno mostram Marcos rondando o estabelecimento feminino diversas vezes. Primeiro, ele tenta abrir a porta do local. Em seguida, se afasta e retorna minutos depois.
Em determinado momento, o suspeito permanece sentado em frente ao salão, observando o interior do espaço. O comportamento chamou atenção porque o estabelecimento atende exclusivamente mulheres. A polícia agora avalia se houve tentativa de abordagem ou preparação para algum tipo de crime.
Relato de medo dentro do estabelecimento
O vídeo foi divulgado pela proprietária do salão, que trabalha como manicure, nas redes sociais ela contou que passou momentos de terror. Segundo ela, o home ficou rondando enquanto ainda tinha clientes e retornou quando ela ficou sozinha.
Contou ainda, que o suspeito pediu para que ela abrisse a porta. A empresária recusou por medo. O episódio será formalizado em depoimento à polícia para esclarecer, agora com o homem preso, o que realmente aconteceu.
Outras vítimas
Marcos foi preso pelo estupro e do assassinato, de Estefane, sua própria irmã. O corpo dela foi encontrado em um córrego próximo à casa da família, no bairro Três Barras, em Cuiabá. Ele também já havia passagens e outros crimes, como roubo, tráfico de drogas, estupro de vulnerável e muitos outros.
De acordo com a delegada, Jéssica Cristina Assis, responsável por investigações de crimes contra a mulher, existem indícios de que ele possa representar risco principalmente para mulheres e crianças. A polícia também pede que possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar denúncia.
As investigações continuam e novas provas podem definir a extensão dos crimes atribuídos ao suspeito.
A denúncia pode ser feita em delegacias, na Delegacia da Mulher ou por canais como o Disque 180.
Investigadores analisam padrões de comportamento, histórico do suspeito, depoimentos de vítimas e provas como imagens de câmeras, mensagens e localização.
Especialistas consideram criminoso em série aquele que pratica crimes semelhantes contra diferentes vítimas ao longo do tempo.



