A Polícia Militar prendeu, na noite de sábado (04), um homem acusado de tentar matar a esposa no bairro São Mateus, em Sorriso (MT). Moradores acionaram a corporação após ouvirem gritos e desentendimento entre o casal. A vítima, porém, negou na presença dos policiais que o marido a tenha atacado — somente após confessou para uma amiga da família, que comunicou a situação às autoridades.
O homem, segundo relatos, chegou em casa embriagado e iniciou discussão com a esposa. Ele teria esfaqueado a mulher após chamá-la de “raparigueiro”. A Polícia Militar recebeu a denúncia e interveio com rapidez. A polícia deteve o suspeito em flagrante por tentativa de feminicídio e violência doméstica.
Contradições e confissões
A vítima negou a agressão durante o primeiro contato com os policiais. No entanto, ela confidenciou o ocorrido a uma amiga, que comunicou a PM para intervir. A contradição entre relato inicial e a confissão posterior aumentou o grau de suspeita da equipe e reforçou a urgência da abordagem policial.
Desafio no atendimento e direitos da vítima
Em casos como este, a atuação da PM exige cuidado para preservar provas, garantir integridade física da vítima e assegurar que seus direitos sejam respeitados. A polícia encaminha a mulher para assistência jurídica, social e de saúde especializada em violência de gênero.
Impacto social e perfil dos casos
Tentativas de feminicídio configuram crimes previstos na Lei Maria da Penha e no Código Penal. Em Mato Grosso e no Brasil, essas ocorrências têm ganhado visibilidade crescente, resultando em políticas públicas mais enfáticas de enfrentamento à violência contra a mulher. A prisão rápida deste suspeito reflete a pressão por respostas mais céleres frente a esse tipo de crime.1
Perguntas frequentes:
Possível medo, pressão emocional ou tentativa de autoproteção podem levar vítimas a negar agressão diante de brigadas.
Quando alguém comete violência doméstica contra a mulher, sem causar morte, o crime é classificado como tentativa de feminicídio.
Assistência jurídica, acolhimento psicológico, medidas protetivas e acompanhamento especializado pela Patrulha Maria da Penha.






