A Polícia Civil autuou um homem de 47 anos após ele destruir uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com um machado no município de Jauru (MT). O crime ocorreu no dia 7 de março, e os investigadores identificaram o suspeito na segunda-feira (9) após analisarem imagens de segurança e ouvirem testemunhas.
A imagem da santa ficava exposta dentro de uma caixa de vidro em uma pequena capela localizada na entrada da cidade. Moradores e visitantes costumavam parar no local para fazer orações e prestar homenagens à padroeira do Brasil.
Assim que moradores comunicaram o caso, a Delegacia de Polícia Civil de Jauru iniciou imediatamente as diligências para identificar o responsável pelo ato de vandalismo.
Sistema Vigia Mais registra ação do suspeito
Os policiais analisaram imagens do programa Vigia Mais, sistema de monitoramento que auxilia a segurança pública em Mato Grosso. As gravações mostram o momento em que o suspeito caminha em direção à capela carregando um machado.
Nas imagens, o homem se aproxima da estrutura que protegia a imagem religiosa e danifica o local, quebrando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Logo depois, ele deixa o local ainda com o machado nas mãos.
Com base nas imagens e nas informações coletadas durante as diligências, os investigadores identificaram o suspeito e o conduziram à delegacia para prestar esclarecimentos.
Suspeito afirma que agiu por influência espiritual
Durante o depoimento, o homem confessou a autoria do crime. Segundo o delegado responsável pela investigação, Uendel Jesus, o suspeito alegou que espíritos teriam ordenado que ele quebrasse a imagem.
O delegado informou ainda que o homem demonstrou arrependimento durante o interrogatório.
“Ele afirmou que agiu a mando de espíritos e disse que se arrependeu do que fez”, relatou o delegado.
Polícia enquadra suspeito por vilipêndio religioso
A Polícia Civil enquadrou o suspeito no crime de vilipêndio de objeto de culto religioso, previsto no artigo 208 do Código Penal Brasileiro. A legislação estabelece pena de três meses a um ano de detenção, além de multa, para quem desrespeita ou danifica objetos ligados a práticas religiosas.
Como a lei classifica o delito como crime de menor potencial ofensivo, os policiais lavraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após o registro do procedimento, a autoridade policial liberou o suspeito, que responderá ao processo em liberdade.
Polícia apreende machado usado no crime
Durante a ocorrência, os policiais apreenderam o machado utilizado na destruição da imagem. A equipe preservou o objeto e o incluiu no processo como prova material.
Os agentes mantiveram o instrumento sob cadeia de custódia, procedimento que garante a preservação da evidência até eventual análise judicial.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito afirmou que cometeu o ato porque acreditava estar obedecendo a ordens de “espíritos”. Depois, ele disse que se arrependeu.
A lei enquadra o ato como vilipêndio de objeto de culto religioso, previsto no artigo 208 do Código Penal.
A legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção, além de multa, dependendo das circunstâncias do caso.








