Um episódio inusitado e violento marcou a madrugada desta segunda-feira (30) no município de Querência, no nordeste de Mato Grosso. Um homem identificado apenas como “Manchinha” foi brutalmente agredido por um grupo de garotas de programa após, segundo testemunhas, sair de uma casa noturna sem pagar uma dívida de R$ 1.300,00 e ofender verbalmente as mulheres.
As agressoras perseguiram Manchinha até a Avenida Central, onde o grupo o alcançou e iniciou a agressão. Elas derrubaram o homem em uma vala, desferiram chutes e socos e o abandonaram com hematomas visíveis. Pouco tempo depois, moradores registraram sua presença nas ruas da cidade, andando desorientado, sem camisa e com o rosto machucado.
Populares testemunham agressão e humilhação
Pessoas que estavam próximas à avenida relataram que viram as mulheres se revezando nos golpes e que não houve intervenção de terceiros. As imagens da cena, captadas por celulares, já circulam em grupos de WhatsApp da cidade, mas não chegaram às autoridades. Até o momento, a Delegacia da Polícia Civil de Querência não recebeu nenhuma denúncia oficial.
Caso levanta debate sobre justiça com as próprias mãos
O episódio levanta um dilema: até que ponto a violência como resposta ao calote se justifica? A cena da agressão, em plena via pública, sem intervenção, expõe uma sociedade que aceita o linchamento como forma de correção. A população discute nas redes sociais se o “castigo” foi merecido ou se a punição extrapolou todos os limites.
Perguntas frequentes
Um morador local, conhecido apenas pelo apelido, que saiu de uma boate sem pagar R$ 1.300.
Elas reagiram a ofensas e ao calote do cliente após ele abandonar o local sem pagar.
Até agora, ninguém registrou boletim de ocorrência, e a polícia não iniciou investigação.



